O número de focos de queimadas em Mato Grosso caiu 69% entre 1º de janeiro e 24 de agosto de 2025 em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Foram 6.137 registros neste ano, contra 20.225 em 2024, quando o estado enfrentou uma das piores temporadas de fogo da última década.
A redução acompanha a tendência nacional. O Brasil contabilizou cerca de 30 mil focos de incêndio florestal até 7 de agosto, o menor número para o período desde 2013. A queda foi mais expressiva no Pantanal, que passou de 6,6 mil ocorrências para apenas 126, e na Amazônia, que caiu de 30 mil para 7 mil.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o recuo se explica por dois fatores: o fim do fenômeno climático El Niño, que agravou a seca em 2024, e a adoção de uma série de medidas de prevenção e combate. Entre elas estão o aumento do efetivo de brigadistas federais, que chegou a 4.385 neste ano, o maior da história, a compra de 11 helicópteros para operações do Ibama e investimentos de R$ 370 milhões em corpos de bombeiros da Amazônia Legal com recursos do Fundo Amazônia.
Especialistas alertam, no entanto, que o avanço não deve ser visto como definitivo. “Todo ano temos que nos superar. É preciso quebrar a inércia do resultado já alcançado”, afirmou Marina.
A expectativa do governo é manter a tendência de queda até novembro, quando Belém (PA) sediará a COP30, conferência da ONU sobre clima. Para o evento, o Ibama e o ICMBio reforçaram equipes no Pará e intensificaram medidas preventivas, como queimas prescritas e abertura de aceiros.























