Foram apenas três jogos até aqui, mas muita coisa já aconteceu para o Brasil na Copa do Mundo da FIFA 2026™. Depois do empate com o Marrocos na estreia, duas vitórias por 3 a 0 sobre Haiti e Escócia mudaram completamente o ambiente da Seleção Brasileira, que inicia o mata-mata da competição com muito mais confiança.
Tanto que esse foi o principal assunto das entrevistas coletivas do capitão Marquinhos e do técnico Carlo Ancelotti na véspera do confronto com o Japão, pelos 16-avos de final, em Houston.
“A gente chega muito confiante”, disse o defensor. “É um jogo que vai ser muito difícil, a gente está pronto para isso, com a experiência de outra Copa do Mundo, para crescer no momento certo da competição. O time vem crescendo nos últimos jogos. O primeiro jogo talvez não tenha sido dos melhores, mas o segundo já foi melhor e o terceiro ainda melhor do que os dois outros. Que a gente continue nessa crescente.”
Um resultado positivo diante do Japão seria um bom retrato desta evolução, já que o Brasil foi derrotado pelos Samurais Azuis em novembro do ano passado, por 3 a 2. Aquela foi a primeira vitória dos japoneses sobre a Seleção Brasileira na história e se soma a uma série de outros triunfos importantes do time de Hajime Moriyasu no ciclo.
“Aquele jogo foi uma boa experiência para nós vermos que o Japão é um time muito competitivo”, analisou Ancelotti. “É um dos melhores times do mundo, estão em 17º lugar no ranking, venceram a Inglaterra em março. Estamos nos preparado para esse jogo como se fosse uma final, porque é”.
“Sabemos que a partida tem que ser jogada e bem. Porque, como você lembra, o Japão nos ganhou em novembro e jogando muito bem no segundo tempo. Obviamente, temos isso em conta, é um time que temos que e vamos respeitar.”
Os cinco jogadores titulares da defesa do Brasil naquele amistoso não foram convocados para a Copa do Mundo. Lesionado à época, Marquinhos assistiu à distância à derrota da Seleção, mas isso não o impediu de aprender importantes lições sobre o adversário.
“Acho que serve como aprendizado para a gente. Tudo que nós vivemos nesses últimos anos serviu como teste. O professor conseguiu ver o que precisava ver”, frisou.
“Mas foi um jogo bom, de lá para cá a gente mudou bastante, cresceu. É uma situação totalmente diferente hoje que as duas equipes chegam, é trazer o que a gente pôde aprender de lá até aqui. Analisamos o Japão nos últimos dias, a gente sabe que é uma equipe muito qualificada, mas já temos nossa estratégia para amanhã. É uma nova competição que vai se iniciar.”
O Brasil não vence um jogo de mata-mata desde as oitavas de final da Copa do Mundo de 2022, contra a República da Coreia. De lá para cá, muita coisa mudou, e o time tenta estar pronto para um duelo que promete ser muito difícil não só nos aspectos táticos, físicos e técnicos, mas também no mental.
“Precisamos de muita coisa. Mente, coração. Ideias claras. Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer em um jogo eliminatório. Acho que o time está pronto, motivado, tem confiança. No último dois jogos as coisas aconteceram bem.” Especialista neste tipo de confronto, Carlo Ancelotti descarta qualquer tipo de ‘mind games’ (jogos mentais) com o adversário e prefere focar em seus próprios jogadores, sobre os quais sempre deposita toda a confiança do mundo.
“O Brasil tem a sorte de ter jogadores com muita experiência nesse tipo de jogo. Esse time é muito forte a nível de experiência e os jogadores sabem perfeitamente como se preparar para esse jogo. Nesse aspecto, estou muito confiante”, concluiu.























