“Quem faz campanha para candidato rico é dinheiro; quem faz campanha para candidato de governo é máquina e quem elege candidato de oposição com projeto bem claro, definido, é povo. É isso aí. Vai em frente, amigo. Eu acho que você não tem nada a perder e a população de Cuiabá só tem a ganhar”.
(Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, presidente nacional do PSDB, em mensagem para o deputado Carlos Avallone)
A mensagem do presidente nacional do PSDB ao deputado Carlos Avallone é um aval da direção do partido à candidatura de prefeito de Cuiabá. É um jogo de ganha-ganha: 1) ganha o deputado, que pode mostrar o seu trabalho como ex-secretário do governo Dante de Oliveira; suas entregas como parlamentar e suas propostas para Cuiabá; 2) ganha o eleitorado cuiabano, tendo agora mais uma alternativa e 3) ganha o PSDB que pode ter um candidato a prefeito em uma capital brasileira.
Como pré-candidato assumido, Avallone vai abrir a série de entrevistas com os pré-candidatos à prefeitura de Cuiabá na Rádio Centro América FM 99.1 nesta segunda-feira (03) às sete e meia da manhã. A série de entrevistas na emissora do Grupo Zahran é uma tradição da mídia cuiabana durante o calendário eleitoral.
O deputado e pré-candidato a prefeito de Cuiabá Carlos Avallone (PSDB) apresentou nesta quarta-feira (29) o Plano Estratégico de Desenvolvimento de Cuiabá, uma contribuição ao debate sobre o presente e o futuro da capital. Trata-se de um plano de Estado e da sociedade, com isenção programática e política. Elaborado pela equipe técnica de assessoramento e Instituto Teotônio Vilela, o plano foi construído ouvindo os movimentos sociais e culturais, lideranças comunitárias, setor produtivo e outros representantes da sociedade organizada.
Técnico x Populista
O posicionamento mais técnico de Avallone, em certa medida, acaba ocupando o vácuo deixado pelo deputado federal e secretário Fábio Garcia, que foi preterido na escolha interna do União Brasil. A candidatura de Fabinho assumiria este perfil de planejamento estratégico, mais técnico, e menos populista. De perfis semelhantes, Avallone acaba herdando este papel de Fabinho, um candidato mais preocupado em apresentar plano de ação do que atacar adversários ou fazer demagogias no varejo eleitoral.
De outro lado, ao focar nas propostas, o pré-candidato inevitavelmente traz para o debate a condição pessoal, a necessária comparação com os adversários. Não basta apresentar propostas, é preciso comprovar ser o mais capaz de executá-las. Na eleição, esta comparação será inevitável, assim como o exame da trajetória pessoal de cada candidato, incluindo suas relações políticas e empresariais.






















