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SAÚDE

Casos de covid caem 71% em Cuiabá, mas infecções por influenza disparam em 2025

Capital de Mato Grosso registra mais de mil casos de gripe com crescente entre crianças.

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Casos de covid caem 71% em Cuiabá, mas infecções por influenza disparam em 2025 (Foto: Governo de Mato Grosso)
Casos de covid caem 71% em Cuiabá, mas infecções por influenza disparam em 2025 (Foto: Governo de Mato Grosso)

O número de casos de Covid-19 caiu 71% em Cuiabá nas primeiras 28 semanas epidemiológicas de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. A capital de Mato Grosso enfrenta, entretanto, uma escalada de infecções por vírus respiratórios, com destaque para a gripe (influenza A e B) e o vírus sincicial respiratório (VSR), que têm afetado principalmente crianças pequenas.

De acordo com boletim divulgado nesta sexta-feira (18.07) pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, entre 29 de dezembro de 2024 e 12 de julho de 2025 foram registrados 1.039 casos de Covid-19 em moradores de Cuiabá, com 898 confirmações de óbito. No mesmo intervalo de 2024, haviam sido notificados 3.611 casos da doença.

Já os casos de influenza cresceram mais de 900% no mesmo período. Passaram de 103 em 2024 para 1.043 em 2025, entre moradores da cidade. O total de ocorrências chegou a 1.222, incluindo pessoas de fora da capital. Ao todo, 15 mortes por gripe foram registradas, a maioria de idosos sem vacinação recente.

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O surto também afeta as crianças. A faixa etária de 0 a 6 anos responde por 503 casos de gripe e 439 das 459 infecções por VSR registradas neste ano. Esse vírus, que pode causar complicações respiratórias graves, levou à internação de dezenas de pacientes.

Entre os casos graves hospitalizados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), foram contabilizadas 1.322 internações em 2025, com 150 mortes. A taxa de mortalidade entre os residentes internados é de 6,4%. Pacientes com influenza representaram 269 casos de SRAG, com 15 mortes.

Segundo o boletim, a crescente dos casos de gripe e VSR pode estar relacionada à baixa cobertura vacinal, à maior circulação dos vírus e ao aumento da testagem laboratorial. Os dados foram divulgados pelo Centro de Informação Estratégica de Vigilância em Saúde (CIEVS) e pela Diretoria de Vigilância em Saúde (Divisa), que monitoram os vírus respiratórios em circulação no município.

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