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Completando 40 anos, Medicina da UFMT torna-se referência para o país

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Faculdade de Medicina UFMT / Cuiabá

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O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), divulgado nesta terça-feira (21), mostrou que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) possui dois dos melhores cursos de Medicina do País, no Campus Cuiabá e no Campus Rondonópolis. Os cursos atingiram conceito 5, o máximo do exame. Apenas 26 dos 232 cursos de Medicina avaliados pelo MEC alcançaram esta nota.

 

Para a professora Bianca Borsatto Galera, diretora da Faculdade de Medicina da UFMT, o bom desempenho dos estudantes no exame é resultado de um amplo esforço de capacitação do corpo docente e de melhoria plano político-pedagógico posto em prática pela faculdade. Mesmo enfrentando as dificuldades estruturais que fazem parte da realidade da maior parte das Instituições de Ensino Superior (IES) públicas do Brasil, na opinião da professora, o conceito 5 pôde ser alcançado graças ao investimento na qualidade do ensino. 

 

“É sabido que as universidade públicas de uma maneira geral passam por grandes dificuldades. Na Medicina, perdemos cenários de prática, por exemplo. A iniciativa privada se mantém investindo, construindo centros cirúrgicos, reformam estruturas. Mas nós trabalhamos na luta de conseguir manter e ampliar o que nós temos. Nosso foco é trabalhar com qualidade do ensino e qualidade da formação. Quando sai um resultado como esse do Enade, nós percebemos que estamos conseguindo fazer com que os alunos tenham a percepção da importância da avaliação e da responsabilidade que eles têm em estudar em uma escola de Medicina que completou 40 anos no interior do Brasil”, afirmou a diretora em entrevista ao PNB Online

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Faculdade de Medicina UFMT / Cuiabá

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Estruturalmente, a UFMT oferece para os estudantes em Cuiabá, salas de aula, salas de tutoria e diversos laboratórios, como de anatomia, microbiologia, virologia, imunologia, parasitologia, genética, citologia, farmacologia e fisiologia. Há também laboratórios de investigação, voltados para a Iniciação Científica (IC) em que os estudantes desenvolvem trabalhos de pesquisa, e laboratórios de simulação, que contam com equipamentos que permitem o treinamento de atendimentos de áreas como ginecologia, urgência e emergência, cirurgia, etc. Há ainda o recente Laboratório de Tecnologia Aplicada ao ensino da Medicina. Nele, tecnologia, ciência e interatividade se aliam em prol do processo de ensino/aprendizagem. Além disso, os estudantes desenvolvem atividades práticas fora do campus, especialmente no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), nas unidades básicas de saúde, CAPS e UPAS. 

 

A diretora da faculdade, ressalta, entretanto, que o bom resultado no Enade não aplaca as dificuldades do curso, que ainda carece, entre outras questões, de ampliações estruturais. “Nós agradecemos e comemoramos a nota, mas sabemos que ainda temos muitos desafios pela frente. É por isso que trabalhamos tanto. A nossa preocupação é formar médicos que tenham capacidade clínica e humana para cuidar das pessoas. A nossa missão é muito forte, porque é a missão de cuidar de seres humanos. Isso precisa ser feito com excelência, de maneira técnica e sobretudo humanizada”, ressalta a professora. 

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Saúde mental dos estudantes 

 

Além de ser um dos mais concorridos da instituição, o curso de Medicina da UFMT também é um dos que possui maior carga de aulas teóricas e atividades práticas, somando mais de 7.500 horas. Pensando na intensidade e dedicação exigidas pela vida acadêmica, a faculdade criou o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (Napem) aos Estudantes de Medicina, que busca fazer atendimento aos discentes que apresentarem baixo rendimento, ou problemas por questões psicológicas, emocionais e socias. O objetivo é ajudar os alunos a superar tanto problemas já existentes quanto dificuldades encontradas durante o curso. 

 

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