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SAÚDE

Cuiabá registra maior taxa de fumantes dos últimos dez anos

Prevalência de adultos fumantes na cidade alcançou 11,8%, superando os índices observados em anos anteriores e a média das capitais brasileiras.

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Cuiabá registra maior taxa de fumantes dos últimos dez anos (Foto: EBC Saúde)

Cuiabá registrou em 2023 a maior taxa de fumantes dos últimos dez anos, de acordo com dados divulgados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL). Segundo o levantamento, a prevalência de adultos fumantes na cidade alcançou 11,8%, superando os índices observados em anos anteriores e a média das capitais brasileiras.

A pesquisa aponta que a frequência de fumantes em Cuiabá vem oscilando desde 2013, quando a taxa era de 10,8%. Após uma queda gradual até 2018, com um índice de 7,5%, o percentual voltou a subir nos anos seguintes. Em 2019, a taxa foi de 7,9%, mas em 2023 atingiu o pico de 11,8%, destacando um crescimento preocupante ​​.

O aumento foi observado tanto entre homens quanto entre mulheres, com uma disparidade maior no sexo masculino. Em 2023, a taxa de fumantes entre os homens em Cuiabá foi de 16,7%, enquanto entre as mulheres foi de 7,3%​​. Em comparação, a média nacional de fumantes nas capitais brasileiras foi de 9,3%, com 11,7% para homens e 7,2% para mulheres​​.

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A pesquisa também apontou uma redução na frequência de fumantes passivos no domicílio, que passou de 10,5% em 2013 para 5,1% em 2023. Esta redução foi mais acentuada entre os homens, cuja taxa caiu de 10,6% em 2013 para 3,4% em 2023​​.

O aumento no uso de cigarros eletrônicos em Cuiabá também foi considerável. Desde que o monitoramento começou em 2019, a prevalência deste hábito subiu de 2,6% para 4,3% em 2023​​. Especialistas apontam que, apesar de parecerem oferecer menos riscos à saúde do que os cigarros tradicionais, os cigarros eletrônicos podem causar dependência e danos às células pulmonares, além de terem potencial cancerígeno. Popular entre os mais jovens, estes dispositivos tiveram sua proibição ratificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril.

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