Pesquisar
Close this search box.
ELEIÇÕES 2026

Deputados criticam possível uso da máquina pública por secretários candidatos em 2026

Parlamentares têm ressalvas em relação a algumas dessas candidaturas por entenderem que, mesmo auxiliando o governo na Assembleia, poderão perder vagas para o próprio governo.

Publicidade

Deputados que participaram da base aliada do governo Mauro Mendes (União) temem que secretários de Estado que devem ser candidatos à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) acabem utilizando seus cargos para conseguirem mais votos nas eleições em 2026.

Cerca de seis secretários podem disputar uma cadeira na ALMT ou na Câmara dos Deputados, de acordo com levantamento feito pelo PNB Online.

Ainda que as declarações sejam tímidas, parlamentares têm ressalvas em relação a algumas dessas candidaturas por entenderem que, mesmo auxiliando o governo na Assembleia, poderão perder vagas para o próprio governo.

Para o deputado estadual Eduardo Botelho (União), que deve partir para buscar a reeleição e disputar votos com secretários, a candidatura de secretários é natural, mas demonstra uma contradição no discurso de muitos deles, que alegam ser técnicos, mas atuam politicamente.

“Eu avalio como natural, quem está lá, quem está trabalhando, tem essa prerrogativa de vir candidato, a única coisa ruim é quando diz que é uma secretaria puramente técnica e na verdade não é. Se o cara acaba vindo candidato, então não é. É uma secretaria também política”, declarou Botelho.

Leia Também:  TCE dá 5 dias para Sinfra responder questionamentos de Lúdio sobre BRT

Questionado sobre quem seriam estes secretários, Botelho evitou nomeá-los e fez apenas uma advertência: “Vamos parar de dizer que é uma secretaria técnica, é uma secretaria política”.

Deputado estadual Eduardo Botelho

O deputado Paulo Araújo (PP), que não nega sua postura governista na ALMT, falou sobre o incômodo que é gerado quando as respectivas estruturas das secretarias acabam sendo usadas pelos “Mauro Boys”, candidatos extremamente aliados ao governador que querem surfar na onda eleitoral do governo em 2026.

“O incômodo rola quando diretamente o secretário usa aquela estrutura para concorrer diretamente com os deputados”, ressaltou Araújo. “O cara vai lá, usa do poder, da caneta, para poder influenciar o prefeito e falar ‘não vai com esse, que eu vou te dar tanto’, mas tudo indica que os secretários estão trabalhando dessas atribuições, então eventualmente uma vitória é fruto da dedicação deles”, comentou o parlamentar.

O deputado também comentou sobre a candidatura do secretário Alan Porto. Um secretário que, na avaliação dele, tem condições de ser eleito deputado federal ou estadual em razão do trabalho na Secretaria de Estado de Educação. Para Araújo, Alan é exemplo de alguém que deve se eleger de maneira legítima.

Leia Também:  Para não trair Pivetta, do Republicanos, Mauro pode trair o partido dele, o União
Deputado estadual Paulo Araújo

O emedebista Juca do Guaraná Filho, aliado do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), nunca foi exatamente oposição de Mauro Mendes, votando de forma recorrente em prol do governo atual. Apesar de se considerar independente, Juca entende que as candidaturas de secretários são naturais.

“O secretário tem direito desde que não use de forma sorrateira e de forma que não seja legítima o cargo do qual está ocupando. Não usando, eu acho que tem legitimidade e pode participar”, comentou o deputado.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza