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Desmatamento no Cerrado já registra aumento de 83% em 2021, aponta Inpe

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Greenpeace

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A destruição do Cerrado vem sendo intensificada em 2021. Dados do sistema Deter do divulgados nesta sexta-feira (06.08) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram um aumento significativo em desmatamento no bioma em julho. No comparativo entre o mesmo mês nos anos de 2020 e 2021, o crescimento foi de 83,3%.

 

Em julho, o desmatamento foi de 360 km² em 2020 para 661 km² em 2021. Entre agosto de 2020 e julho de 2021, ano-referência do Inpe, a taxa foi de 5.102 km² acumulados, 23% a mais do que o período anterior, quando o Deter viu um acumulado de 4.137 km².

 

No acumulado entre agosto de 2020 e julho de 2021, Mato Grosso registrou estabilidade, mas em um alto patamar. Neste período, o estado viu o desmatamento de 573 km² da área do bioma. Em relação ao período de agosto de 2020 a julho de 2021, houve um pequeno aumento de 1%. Neste intervalo, 567 km² do bioma foram destruídos no estado. 

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Os números do Inpe confirmam a tendência de aumento já observada pelo MapBiomas, iniciativa multi-institucional encabeçada pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima (SEEG/OC). Em 2020, o desmatamento no Cerrado subiu 9%, segundo relatório divulgado neste ano, com indícios de ilegalidade em quase 98% dos casos.  

 

Desse modo, quase todos os alertas de desmatamento no bioma possuem pelo menos um indício de irregularidade – seja ele falta de autorização no Sinaflor, o sistema do  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  em que em tese todos os pedidos de desmatamento precisam ser registrados e liberados, seja sobreposição com áreas protegidas, planos de manejo florestal sustentável ou desconformidade com o Código Florestal. 

 

“Para enfrentar o desmatamento é necessário que a sensação de impunidade seja desfeita. Para isso, é preciso garantir que o desmatamento seja detectado e reportado e que os responsáveis sejam devidamente penalizados e não consigam aferir benefícios das áreas desmatadas”, afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas.

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