Pesquisar
Close this search box.
ELEIÇÃO NA UNIVERSIDADE

Em carta a comunidade acadêmica, professora rebate reitor da UFMT

“Antes de uma resposta que será adiante visualizada em tópicos possíveis, é preciso fazer lembrar ao senhor reitor que sua pergunta inicial para os demais candidatos, para manter a honestidade e o nível do debate, deveria ser no sentido de identificar a quais áreas do conhecimento pertencem os candidatos”, ponderou a professora. 

Publicidade

Em carta destinada a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a professora doutora Marluce Souza e Silva, que é candidata à reitoria da universidade pela Chapa 01, rebateu críticas e questionamentos feitos pelo atual reitor professor Evandro Aparecido Soares da Silva, que busca a reeleição.

Em entrevista ao PNB Online, o atual gestor questionou quais projetos os adversários na disputa desenvolveram nos setores que atuam. “Antes de uma resposta que será adiante visualizada em tópicos possíveis, é preciso fazer lembrar ao senhor reitor que sua pergunta inicial para os demais candidatos, para manter a honestidade e o nível do debate, deveria ser no sentido de identificar a quais áreas do conhecimento pertencem os candidatos”, ponderou a professora.

Além da chapa formada pela professora Marluce Aparecida Souza e professor Silvano Macedo Galvão, outras três chapas disputam o cargo de reitor e vice-reitor da UFMT. São elas: a chapa formada pela professora Evandro Soares da Silva e professora Marcia Hueb; a chapa formada pelo professor Marcus Silva da Cruz e a professora Lisiane Pereira de Jesus; e a chapa formada pela professora Iramaia Jorge Cabral de Paulo e o professor Alex Neves Junior.

Confira a íntegra da carta:

Cara comunidade acadêmica!

Recentemente, o atual reitor – e candidato à reeleição – da UFMT, em entrevista ao PnbOnline, para se defender de críticas que vem recebendo de todos os candidatos à Reitoria da UFMT, depois de elencar alguns caminhos utilizados por sua administração para captar recursos complementares ao orçamento da Instituição, perguntou o que, nós, demais candidatos à reitoria, já fizemos até agora nesse mesmo sentido.

Antes de uma resposta que será adiante visualizada em tópicos possíveis, é preciso fazer lembrar ao senhor reitor que sua pergunta inicial para os demais candidatos, para manter a honestidade e o nível do debate, deveria ser no sentido de identificar a quais áreas do conhecimento pertencem os candidatos.

Por que essa pergunta precede em um debate franco, portanto, honesto?

Porque a minha área de atuação acadêmica na Universidade, bem como as áreas dos cursos que compõem o ICHS (Serviço Social, Ciências Sociais, Filosofia e Antropologia), do qual sou sua atual diretora, não são áreas de interesse do capital; logo, não é possível encontrar praticamente em canto algum quem queira financiar tais cursos, cheios de excelentes e fundamentais ideias e realizações para a dinâmica social e não, necessariamente, para a manutenção da lógica e dos interesses do capital.

Aliás, por conta exatamente desse lugar de ser e estar na vida acadêmica é que conseguimos compreender a importância de continuarmos, antes de tudo, na defesa intransigente de uma universidade realmente pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.

E por nos apresentamos dessa forma é que nos colocamos como opção eleitoral para nossa comunidade. Em outras palavras, desejamos somar com os demais reitores das federais que venham a se identificar com esse mesmo projeto institucional.  

Diante dessa concepção de universidade, sem descartar ou interromper eventuais projetos e programas já em andamento na UFMT, nossa luta diária será para garantir do governo federal a plena manutenção das universidades, pois elas são bens públicos, e assim devem ser mantidas.

Isso posto, mesmo que para dizer o óbvio, portanto, facilmente comprovável, acrescentamos ainda que durante essas décadas de trabalho na UFMT, primeiramente, como docente na graduação (Serviço Social) e na pós-graduação (Programa de Pós-Graduação em Política Social) do ICHS, e depois já na condição de diretora do mesmo Instituto, fizemos, da melhor forma possível, até mais do que nos cabia com as condições que nos eram dadas por sucessivas reitorias, como:

– orientar mais estudantes do que o PIA nos permite;

– realizar pesquisas que denunciam serviços terceirizados altamente onerosos que transferem à iniciativa privada mais de 20% do orçamento de custeio;

– defender intransigentemente a universidade do FUTURE-SE;

– defender a garantia dos 28% dos docentes;

– defender a segurança alimentar dos estudantes;

– defender a estrutura física dos blocos do ICHS, que são os mais antigos da UFMT.

Portanto, dentro de nossa competência e limitações institucionais, de forma absolutamente honesta, fizemos tudo o que foi possível fazer. A partir de agora, se formos eleitas, poderemos fazer muito mais.

Profa. Dra. Marluce Souza e Silva

Chapa 1 – Reitoria da UFMT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  A bolsa de apostas da eleição de Mato Grosso: quem vai se vender, quem vai comprar?

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza