Conteúdo de uma conversa entre o proprietário da Verde Transportes, Eder Augusto Pinheiro, e o deputado estadual Pedro Satélite (PSD), de janeiro deste ano, interceptada com ordem judicial e revelada pelo site Folhamax, apontaria para o Ministério Público Estadual (MPE) a existência de um negócio entre os dois.
O empresário Eder Augusto suspeito de liderar o esquema de fraudes no Sistema de Transporte Intermunicipal de Mato Grosso, investigado na Operação Rota Final da Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Fazendários e contra Administração Pública (Defaz), teria oferecido o empréstimo de um apartamento e um avião ao deputado.
“Então, tô solidarizando com você como amigo e como pai, tá entendendo. Se você me permite, pega a sua menina aí, sua mulher, monta no meu avião aqui e vamos lá para a Bahia”, traz trecho do diálogo em que o empresário ainda teria dito: “eu tô te ligando é pra falar do nosso negócio não”.
Para o MPE, “a oferta detalhada afronta diretamente os princípios da administração pública, mormente por ter sido direcionada a integrante de Comissão da Assembleia Legislativa especialmente criada para a elaboração de estudo técnico acerta do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal Público, aprovado em 2012″.
O deputado negou ter ou ter feito algum tipo de negócio, ainda mais ilegal, com o empresário. Eu nunca tive e não tenho negócios com esse senhor”, garantiu ao lembrar que em janeiro quando teve um problema familiar recebeu pelo menos 200 ligações de solidariedade e pelo menos dez convites do tipo, mas não se recorda se alguma do empresário.
Ele lembrou que nem mesmo tirou férias no período ou realizou viagens para Bahia ou Orlando nos Estados Unidos, porque decidiu que não sairia de Cuiabá e enfrentria o problema de frente.
“Isso é uma mentira. Sou e sempre fui a favor de licitação. Nunca defendi e não defendo. Nem na época da empresa da minha família“, disse em sua defesa contra as suspeitas de que tenha algum envolvimento no esquema.
Ainda segundo ele, “estão distorcendo o trabalho da comissão, que defendeu a população e foi contra esse modelo que estão fazendo que não vai dar certo. Há muitos anos faço este alerta: a ortoga é impagável”.























