O governador Mauro Mendes (União) está no Rio de Janeiro para participar do ato bolsonarista convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (16.03). Em suas redes sociais, Mauro aparece abraçando o ex-presidente e pedindo anistia àqueles que tentaram aplicar um golpe de Estado no país.
“Estamos no Rio de Janeiro junto do presidente Jair Messias Bolsonaro no ato em favor da anistia. É preciso contestar essas decisões totalmente desproporcionais, enquanto os verdadeiros criminosos são beneficiados com a frouxidão das leis!”, disse o governador. Em outra foto, o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini também posa ao lado de Bolsonaro.
Mauro Mendes adota discursos muito divergentes quando o tema é criminalidade. Em Mato Grosso, o discurso dele é de Tolerância Zero contra o crime. Mas quando o assunto é a abolição do estado democrático de direito, o tom é mais ameno, com pedido de anistia a quem depredou os prédios públicos e a quem é acusado de tramar um plano golpista, como é o caso de Jair Bolsonaro, que foi denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de tentativa de golpe de Estado.
O ato bolsonarista no Rio de Janeiro pretende impulsionar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional que propõem a extinção da punição aos envolvidos nas invasões e depredações às sedes dos três poderes há dois anos.
Para Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), a anistia seria um mau exemplo para o país. “Com democracia não se brinca. Se houve crimes contra a democracia, e todas as provas demonstram cabalmente que esses crimes aconteceram, não é razoável a esses criminosos que lhes seja dado o perdão da anistia. Isso será o mesmo que conceder um mau exemplo ao Brasil, um mau exemplo a essas pessoas de que poderão se articular novamente contra o Estado Democrático de Direito, acreditando que receberão o perdão”, disse o professor em entrevista à Agência Brasil.
Além disso, de acordo com o professor a proposta de anistia não vem em um bom momento. “Essas pessoas, que são autoras de crimes contra o Estado Democrático de Direito, precisam receber severas sanções para que assim fique o bom exemplo e que ninguém se articule novamente para obrar contra a democracia brasileira”, completou o professor.
Confira abaixo:




















