Terceiro estado com a maior taxa de feminicídios no Brasil, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, Mato Grosso tem sido marcado pelos números que escancaram a violência contra as mulheres. Para a defensora pública estadual Rosana Leite Antunes de Barros, esses índices são o retrato do machismo enraizado na cultura mato-grossense.
“Precisamos quebrar o ciclo da violência doméstica e familiar e precisamos entender isso. Eu vou falar algo bastante dolorido, mas Mato Grosso, por essas estatísticas, é um estado bastante machista, patriarcalista, transfóbico, homofóbico, racista e assim estamos sendo enxergados no Brasil, por conta das estatísticas”, alertou a defensora em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, na quarta-feira (29.11).
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Os dados divulgados em julho deste ano mostram que Mato Grosso registra uma taxa de feminicídios de 2,6 casos para cada 100 mil mulheres, quase o dobro da média nacional, que é de 1,4. O Estado está atrás apenas de Rondônia (3,1) e Minas Gerais (2,9) e está empatado com o Acre (2,6). O anuário também aponta 5,6 homicídios de mulheres para cada 100 mil mulheres, enquanto a média nacional ficou em 3,9.
Para a defensora, é preciso discutir políticas públicas efetivas para a mudança nesse cenário. “Somos o primeiro Estado a aplicar a Lei Maria da Penha e continuamos como referência aplicando integralmente a Lei Maria da Penha. Então precisamos de fato de mais ações, precisamos das tão famosas políticas públicas”.
Confira a íntegra da entrevista:























