Os jornalistas Enock Cavalcante e Alexandre Aprá estão entre os alvos da Operação Fake News 3, deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), na manhã desta terça-feira (06.02). O objetivo da ação é apurar crimes de calúnia majorada, perseguição majorada e associação criminosa.
Segundo o jornalista Enock Cavalcante, pelo menos seis policiais civis estiveram em sua residência, nesta manhã, cumprindo mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos computadores e celulares.
“Nós não sabemos quem nos denunciou. Nós não sabemos por que isso foi feito. Há evidentemente a nossa capacidade de especular, segundo já se especulou, não é oficial. A iniciativa da denúncia seria do Governador Mauro Mendes, mais uma denúncia do governador Mauro Mendes contra jornalistas em Mato Grosso”, afirmou Enock, em entrevista à imprensa.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apuraram condutas reiteradas dos investigados consistente em veiculação de informações falsas, em sites, bem como grupos de aplicativos de mensagens, com o fito de atingir a honra e imagem de autoridades públicas.
“Fake News? Os jornalistas de todo o Brasil, do sindicato de jornalistas da Abraji tem denunciado a postura do governador Mauro Mendes de perseguição aos jornalistas. A se confirmar, porque como eu disse não está confirmado, seria mais um episódio dessa ação truculenta do governador”, ponderou Enock.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor), Itamar Perenha, informou que “uma busca e apreensão, decretada por um juiz, deve ter se alicerçado em alguma circunstância autorizativa dessa decisão. É o princípio da boa fé processual. Como é um ato preliminar o Sindjor vai acompanhar e agir ao menor sinal de utilização do aparelho de repressão do Estado contra jornalistas”.
O PNB Online tentou contato com o empresário Marco Polo Pinheiro, o Popó, que também é alvo da operação, mas até a publicação não obtivemos retorno. Ele é irmão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
Operação Fake News
Segundo a Polícia Civil, desde o ano de 2021, diversos procedimentos policiais foram instaurados pela DRCI, com envolvimento dos mesmos investigados.
Durante as primeiras investigações, ainda em 2021, dois dos investigados foram indiciados por crimes de calúnia e difamação majoradas e associação criminosa.
Nesta terceira fase da operação, as investigações iniciaram em setembro de 2023, ensejando diligências investigativas e análises técnicas, com representação por três mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pelas Justiça e cumpridos, nesta terça-feira, junto a outras ordens judiciais no contexto da investigação em andamento.






















