A morte de um aluno soldado durante treinamento do Corpo de Bombeiros, nesta terça-feira (27.02), repercutiu na Assembleia Legislativa (ALMT). Os deputados, por meio da Comissão de Segurança, devem acompanhar as investigações sobre a morte de Lucas Veloso Peres, de 27 anos. O laudo preliminar apontou que a morte ocorreu por asfixia por afogamento.
O primeiro parlamentar a levantar a discussão foi o deputado estadual Wilson Santos (PSD) em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, desta quarta-feira (29.02). “Em 2017 na PM aqui mataram um rapaz também e ontem mataram mais outro. Até quando isto vai acontecer? Aqui pela Assembleia vamos mexer os palitos também”.
Lucas participava de treinamento do Corpo de Bombeiro na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada para liberação do corpo do aluno no hospital H Bento. A primeira informação repassada para a polícia foi de que ele teria passado mal e foi retirado da água pelo capitão que coordenava a aula.
O laudo preliminar da causa da morte apontou asfixia por afogamento. Matéria do Jornal A Gazeta desta quarta traz que a morte de Lucas resultou de mais uma sessão de torturas e afogamentos.
O deputado estadual Beto Dois a Um (União) também defendeu uma investigação rigorosa sobre o caso e ressaltou que não pode ser naturalizada a morte de alunos em treinamentos militares. “Não é comum, não é normal ninguém perder a vida em treinamento. Acho que vale aprofundamento sim”.
Para o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), cabe ao Corpo de Bombeiros avaliar os protocolos dos treinamentos. Ele reforçou também que a Assembleia deve acompanhar o caso. “Nós vamos acompanhar de perto. O que nós pudermos fazer pra colaborar, para que seja elucidado, a gente vai fazer”.
Nesta quarta, o Corpo de Bombeiros emitiu nota sobre o caso e informou que já instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as causas e circunstâncias que levaram ao óbito do aluno soldado Lucas Veloso Peres.
O corpo de Lucas foi velado durante a madrugada desta quarta-feira (28.02) na 3ª Companhia Independente Bombeiro Militar no Distrito Industrial, em Cuiabá, e encaminhado para Goiás, Estado de origem do aluno.
























