O deputado federal José Medeiros (PL) criticou duramente a possibilidade do governador Mauro Mendes (União Brasil) ter um palanque aberto na eleição deste ano contando com oa apoios dos pré-candidatos ao Senado Wellington Fagundes (PL) e Neri Geller (PP). O problema é que Wellington é ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e Geller tem o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Medeiros, uma alternativa é o PL construir uma nova candidatura ao governo, própria ou em conjunto com o PTB, para contrapor Mauro Mendes e ter unidade no palanque.
“Os partidos não construíram uma candidatura de oposição ao governador. Então ele [Mauro Mendes] vai fazer o que der na telha. Os partidos terão esse ônus. Conversei ontem com o presidente [Bolsonaro] e o PL nacional não vai aceitar essa história de palanque aberto”, disse Medeiros, que esteve reunido com o presidente Bolsonaro e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
O deputado federal, em entrevista à Rádio Capital FM nesta quarta-feira (27.07), disse que a possibilidade do palanque aberto foi vista com muito receio por Bolsonaro e que o PL cogita uma candidatura alternativa ao governo do Estado.
“Não foi bem recebida essa proposta. Foram duas conversas. Teve uma conversa com o PL e esse fato novo [de abrir o palanque para Neri Geller, que apoiará Lula]. Não teve uma fala oficial com eles por parte do governador, mas isso está na imprensa e nos aliados do governador. Eu propus aos dois presidentes, do PL e da República, que a gente tivesse uma candidatura própria ou apoiar, ver se o PTB topa lançar o Antônio Galvan ao governo. O presidente se mostrou aberto e disse que temos que construir isso”, explicou Medeiros.
O deputado disse ainda que quem deve definir os rumos do partido no Estado é o senador Wellington Fagundes. Mas pondera que “essa história de palanque aberto, para nós do PL, é um projeto péssimo, porque vai estar misturado a membros de facções ligadas ao PT”.
Veja abaixo o vídeo da entrevista concedida por José Medeiros à jornalista Júlia Munhoz, do Jornal da Capital:























