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SAÚDE PÚBLICA

MT tem sexta maior taxa de hepatite B do país

Estado registrou 421 casos em 2025 e índice de 10,8 por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional.

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(Foto: Agência Brasil)

Mato Grosso registrou 421 casos confirmados de hepatite B em 2025 e apresentou a sexta maior taxa de detecção da doença entre os estados brasileiros. O índice foi de 10,8 casos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, de 5,2.

Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2026, divulgado nesta terça-feira (28.07), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, pelo Ministério da Saúde. Apenas Acre, com taxa de 30,2 casos por 100 mil habitantes, Rondônia, com 23,2, Amazonas, com 13, Roraima, com 11,4, e Santa Catarina, com 11,1, tiveram resultados superiores ao de Mato Grosso.

A taxa estadual também ficou acima da registrada no Centro-Oeste, de 5,9 casos por 100 mil habitantes. No país, foram confirmados 10.997 casos da doença no ano passado.

Apesar de permanecer entre os estados com as maiores taxas, Mato Grosso apresentou redução dos registros em relação a 2024. O número de casos caiu de 510 para 421, uma diminuição de 17,5%. Já a taxa passou de 13,3 para 10,8 casos por 100 mil habitantes, recuo de 18,8%.

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A queda também foi observada em Cuiabá. A capital teve 41 casos confirmados em 2025, ante 64 no ano anterior. A taxa de detecção passou de 9,4 para 5,9 casos por 100 mil habitantes. Mesmo com a redução, o índice da capital ficou acima da média brasileira.

Outro dado do levantamento coloca Mato Grosso entre os estados com as maiores taxas de hepatite B em gestantes. O estado registrou índice de 0,7 caso por mil nascidos vivos, resultado igual ao de Rondônia e inferior apenas ao do Acre, que teve taxa de 0,8.

O boletim reúne casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, o Sinan, entre 2000 e 2025. O Ministério da Saúde ressalta que os dados dos últimos cinco anos são preliminares e podem passar por revisões.

Sobre as doenças

As hepatites B e C podem causar infecção crônica, cirrose, câncer de fígado e morte. Segundo o Ministério da Saúde, existem estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento, entre elas a vacinação contra a hepatite B.

A prevenção da hepatite B também envolve medidas contra as transmissões sexual, pelo contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, além do acompanhamento das pessoas com infecção crônica.

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