Pesquisar
Close this search box.
COTA ZERO

Pescadores relatam dificuldades financeiras após proibição de pesca comercial em MT

Apesar de uma flexibilização introduzida pela Lei nº 12.434/2024, que limitou a proibição a 12 espécies, pescadores afirmam que as mudanças não aliviaram a crise.

Publicidade

cota zero
Foto: Assessoria Formad

Os impactos da Lei do Transporte Zero (Lei nº 12.197/2023), que proibiu a pesca comercial em Mato Grosso, foram tema de discussão na reunião da Comissão Especial de Observatório da Pesca, realizada nesta quarta-feira (11.12) na Assembleia Legislativa. Apesar de uma flexibilização introduzida pela Lei nº 12.434/2024, que limitou a proibição a 12 espécies, pescadores afirmam que as mudanças não aliviaram a crise, já que as espécies liberadas não têm valor comercial significativo.

“A gente não pode pescar os peixes que trazem o dinheiro para a nossa mesa. Quem vai querer comprar bagre?”, lamentou o pescador Cid Canoeiro, destacando a queda na renda das famílias. Enilza da Silva, pescadora de Cáceres, também relatou dificuldades. “Estamos há mais de dois meses sem receber o Seguro Defeso. É muito triste o que estamos passando.”

O atraso no pagamento do Seguro Defeso ocorre, segundo os pescadores, devido à antecipação do período de Piracema e à lentidão na análise dos pedidos pelo Governo Federal. Outra preocupação é a possibilidade de perda do direito à aposentadoria especial caso os pescadores aceitem o auxílio financeiro do programa estadual Repesca.

Leia Também:  MP instaura procedimento para apurar lista misógina em curso de Direito da UFMT

O deputado Carlos Avallone (PSDB) contestou essa interpretação, afirmando que há decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) garantindo o direito ao benefício, independentemente do auxílio. Ele criticou o foco das reuniões do Observatório, cobrando ações práticas para mitigar os impactos da lei.

Já o deputado Wilson Santos (PSD), presidente do Observatório da Pesca, defendeu a votação do Projeto de Lei 1669/2024, que revoga a Lei do Transporte Zero. “Podemos resolver de forma imediata essa situação, devolvendo ao pescador o direito de exercer sua profissão”, declarou.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

Publicidade

Publicidade

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com o Deputado Estadual Wilson Santos

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Informe Publicitário

Publicidade

NADA PESSOAL

Nada Pessoal com Valdinei Mauro de Souza