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PL que obriga o uso de câmeras em viaturas e fardas divide opiniões

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Agência Brasil

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Alvo de polêmicas, o Projeto de Lei (PL) nº 619/2021, que dispõe sobre obrigatoriedade de instalação de câmeras de vigilância em veículos, aeronaves, uniformes e capacetes dos integrantes dos órgãos de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, deve voltar a tramitar em breve na Assembleia Legislativa (ALMT), conforme garantiu o presidente da Casa, Eduardo Botelho (União Brasil). 

 

Em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (22.06), o parlamentar afirmou que vai cobrar a devolução do projeto à Comissão da Segurança Pública e Comunitária, que tem adiado há cerca de 11 meses o debate. “O deputado Wilson Santos pediu para colocar em pauta o PL e eu vou cobrar a comissão para que eles devolvam. Eles têm um prazo e não podem ficar segurando lá. Eles precisam devolver para ser votado e aí o plenário decide”, garantiu Botelho.

 

Tido como controverso por deputados e policiais, o PL já foi alvo de dois substitutivos, por parte do presidente da comissão, Elizeu Nascimento (PL), que tentam impedir a implementação dos equipamentos de monitoramento. Nesta segunda-feira (21.06), o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, Especializada em Justiça Militar, também usou as redes sociais para se manifestar contrário ao texto. 

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“Defender câmeras em fardas de forma isolada, sem apoiar as políticas de combate à tortura, como a criação do Comitê Estadual de Prevenção à Tortura, Mecanismo Estadual de Prevenção à Tortura, cumprimento dos tratados internacionais no que se refere às investigações de tortura, instalação de câmeras em logradouros públicos ‘zona quente’, etc. Além de gasto inócuo de dinheiro público, pode vir a servir de álibi para maus policiais”, disse o magistrado. 

 

A afirmação foi rebatida por Botelho, que tem feito manifestações favoráveis ao projeto desde sua apresentação. “Podemos criar o comitê. O comitê é uma coisa, as câmeras são outras. As câmeras são algo que o mundo inteiro está colocando, estados como São Paulo e Rio de Janeiro já estão fazendo. É algo que está vindo para ficar e não adianta querer mudar. Nós hoje vivemos em um mundo digital. As câmeras nos policiais não estão demonstrando em nenhum local que colocou o aumento de problemas. Muito pelo contrário, dá segurança para os bons policiais”, disse. 

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O pensamento é acompanhado pelo ouvidor-geral de Polícia, Lúcio Andrade. Para ele, além de coibir práticas ruins, as câmeras servirão em benefício aos próprios policiais. “A tecnologia ajuda não só na prevenção e punição de crimes, mas garante mais segurança para nossos agentes”, afirma Andrade, que no ano passado visitou São Paulo para conhecer o sistema de câmeras instaladas nos uniformes dos agentes da PMSP.

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