Governo de Mato Grosso

Em entrevista à Rádio Capital nesta terça-feira (23.03), o secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, defendeu a proposta do governo estadual de antecipar os feriados e reforçar medidas restritivas de circulação de pessoas entre os dias 26 de março e 04 de abril. Para Gallo, apesar de estar sendo chamado de ‘feriadão’, o Projeto de Lei (PL) encaminhado pelo Executivo ao Legislativo estadual é na verdade “um lockdown que atenua impactos econômicos”.
Em resposta aos questionamentos do jornalista Pedro Pinto de Oliveira, do PNB Online, o secretário defendeu a necessidade dos cidadãos não entenderem a medida como o decreto de mini-férias para lazer e reuniões. Para que a decisão surta efeito positivo no sistema de saúde do estado, que encontra-se colapsado no momento, é preciso que aglomerações sejam evitadas e que os trabalhadores permaneçam em suas casas durante o período. O governo já anunciou, que, caso o projeto seja aprovado, os principais focos de aglomeração (como beira de rio, áreas de lazer, parques e similares) terão a fiscalização reforçada pelas forças de Segurança.
“Não é feriado. As pessoas não estão sendo convidadas a emendar um grande período de dias para sua satisfação própria. É um momento de sacrifício do coletivo para que nós tenhamos um resultado em saúde pública. Para ser muito sincero, hoje a pessoa, ainda que tenha recursos, não encontra vagas, isso nos melhores hospitais e centros de referência em saúde do país. São duas dimensões: uma individual, de proteger a si mesmo, e outra de proteção coletiva ao evitar aglomerações sem o uso de máscara. O Governo ao encaminhar esse projeto de lei, dialogando com todo o setor produtivo, não está tratando de mini férias”, disse.
O secretário ainda apontou como falso o dilema sobre “salvar vidas ou salvar a economia”. Para Gallo, o custo de manter um sistema de saúde sobrecarregado em razão dos altos índices de contaminação pelo coronavírus é superior ao de lidar com as consequências de medidas restritivas de circulação de pessoas. Em seu argumento, o secretário de Fazenda ainda destacou o crescimento do número de óbitos entre os jovens, que somam a maior parte da população produtiva do país.
“O custo para o país, para a economia, é muito menor pensando na preservação da saúde com as medidas de isolamento social e na sequência de estímulo à economia. (…) É importante dizer que essa segunda onda está atingindo pessoas cada vez mais jovens. Atinge a faixa etária mais produtiva da população. Isso ao longo do tempo ocasiona uma perda de produtividade do país e atrai um problema de competitividade do país em relação aos demais países que estão conseguindo preservar as suas populações de forma mais efetiva”, disse.
Ouça o trecho da entrevista de Gallo na Rádio Capital:





















