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DEMOCRACIA

Senado comemora 40 anos das Diretas Já

O Plenário do Senado promoveu na sexta-feira (26.04) uma sessão especial em homenagem ao aniversário de 40 anos do movimento.

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O Plenário do Senado promoveu na sexta-feira (26.04) uma sessão especial em homenagem ao aniversário de 40 anos do movimento Diretas Já.

A comemoração foi requerida pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT). No requerimento em que pede a sessão (RQS 72/2024), o senador registra que o movimento foi uma série de manifestações populares a favor da aprovação da Emenda Dante de Oliveira (PEC 5/1983), que tinha por objetivo restabelecer as eleições diretas para presidente da República.

“Em praticamente todas as capitais brasileiras, manifestantes das Diretas Já saíram às ruas para protestar pelo fim da ditadura. No Rio de Janeiro, cerca de 1 milhão de participantes se reuniram. Em São Paulo, mais de 1,7 milhão de manifestantes ocuparam o Vale do Anhangabaú — a maior concentração popular que o Brasil já teve”, registra Wellington Fagundes.

O senador afirma que as Diretas Já foram “um dos maiores movimentos políticos para acabar com a repressão da ditadura”. O senador lembra, ainda, que a emenda das Diretas tinha apoio de mais de 80% da população brasileira. Apesar da elevada popularidade da proposta, a emenda (que ficou conhecida pelo nome do deputado federal que a propôs, o mato-grossense Dante de Oliveira) não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

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“Decidiu-se, então, que as eleições presidenciais fossem realizadas sem consulta popular, dando prosseguimento ao governo ditatorial. Mas a ditadura já estava em desgaste, com a oposição da imprensa, da população e da maioria do Congresso Nacional. Em votação no Colégio Eleitoral no dia 15 de janeiro de 1985, o candidato Tancredo Neves saiu vitorioso”, acrescenta Wellington Fagundes.

Uma das personalidades presentes na sessão foi o ex-senador e ex-deputado federal constituinte Antero Paes de Barros, que relembrou o legado de Dante. “Em 1983, quando da apresentação da emenda Dante de Oliveira, ele era um jovem que despertava na política com o sonho e a ambição de restaurar a democracia no Brasil. Hoje é dia de reverenciar a democracia. Democracia sempre. Ditadura nunca mais. Retrocesso nunca. Nenhum passo atrás. Viva a democracia, viva as Diretas Já, viva Dante de Oliveira”, disse.

Também participaram da ocasião os políticos Carlos Avallone, Wilson Santos e Telma de Oliveira, viúva de Dante de Oliveira. A mãe do político também participou da sessão, de maneira remota. Aos 102 anos, Maria Benedita se disse agradecida pela homenagem ao filho.

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