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GESTÃO DE CRISE

Governo patrocina publicações para reduzir desgaste do escândalo dos consignados

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O Governo de Mato Grosso patrocinou publicações no Facebook para tentar reduzir os estragos causados pelo escândalo dos consignados: uma série de denúncias e reportagens que demonstraram como servidores públicos tiveram contratos de empréstimos fraudados em meio à falta de fiscalização da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).

O governo apostou em patrocinar um post com o título “Investigação aponta ausência de envolvimento de servidores”. O post apresenta um vídeo da coletiva de imprensa realizada pela Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon), com a presença de três delegados.

A Secretaria de Comunicação investiu cerca de R$ 500 no anúncio e obteve cerca de 80 mil impressões na rede social. Na coletiva, os delegados eximem o governo de responsabilidade, mas enfatizam que se trata de uma apuração preliminar.

“Não há indícios, até o momento, do envolvimento de nenhum servidor público”, diz um dos delegados no vídeo. “O que nós identificamos é um problema, é uma fraude, na oferta”, declarou.

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O delegado, no entanto, não explicou como os bancos adquirem os dados de muitos servidores para que entrem em contato com eles, nem detalhou uma série de denúncias que foram realizadas nos últimos dias apontando que o banco Capital Consig, pivô do suposto esquema, teria operado sem ser classificado como banco comercial.

Faltou explicar também se a Polícia Civil apura como foi feito o cadastro do Capital Consig no programa MT Card, cartão criado pelo próprio governo para oferecer consignados aos servidores e que teve a Capital Consig como primeiro “banco” a ser cadastrado. Os policiais também não comentaram se as investigações avançaram no sentido de apurar como o banco conseguiu os dados dos servidores lesados quando Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo (Sinpaig) protocolou denúncias sigilosas, citando estes servidores, na Seplag.

Os delegados também não detalharam em que momento está a investigação sobre o dinheiro recebido pelo governo, via Fundo de Desenvolvimento do Sistema de Pessoal do Estado de Mato Grosso (Fundesp), para cada contrato consignado firmado pelos bancos. Sem prestar contas desde 2021, quando começou a chamada “farra dos consignados”, o Fundesp arrecadou R$ 12 milhões naquele ano.

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