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MORALISMO

Na mira de Virgínia: Otaviano de hoje pode ser o Botelho de ontem

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) hoje corre o risco de ser o Botelho (MDB) de ontem. Otaviano tem o que se preocupar com os sinais disparados pela ex-primeira-dama, Virgínia Mendes, em seus julgamentos moralistas de aliados e ex-aliados do seu marido, o ex-governador Mauro Mendes (União). Moralismo é a tendência de aplicar rigorosamente padrões morais aos outros, muitas vezes de forma superficial, hipócrita ou descontextualizada.

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Dona Virgínia Mendes, ex-primeira-dama, construiu sua imagem pública na defesa dos valores morais do respeito à fidelidade ao marido e ao casamento, e na defesa das mulheres vítimas de feminicídio e violência doméstica. Ela nunca fez autocrítica da gestão do seu esposo, o governador Mauro Mendes sobre a situação das mulheres no estado. Ficaram notórios seus vídeos após cada morte de uma mulher em Mato Grosso com a frase “até quando?”. Essa foi a questão que Mauro Mendes (União) nunca respondeu durante o seu governo.

Além desta defesa moralista das mulheres vítimas da matança e da violência doméstica e da fidelidade no casamento, dona Virgínia hoje entrou no radar da eleição como um indicador do grau de lealdade do casal Mendes à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). As perguntas que não querem calar: 

1) Dona Virgínia vai cair de cabeça na campanha de Otaviano? 

2) Dona Virgínia vai defender tanto as qualidades políticas quanto as qualidades pessoais de Otaviano?

Recentemente, no dia 9 de abril, o Jornal A Gazeta, na sua coluna “Aparte”, lembrou que a relação Virgínia/Otaviano nunca foi próxima e muito menos amistosa. O jornal lembra deste fato.

Reflexo

“Notadamente, a olho nu, se percebia que nem olhares eram trocados durante os eventos, entre Otaviano Pivetta e Virginia Mendes, que também nas suas declarações públicas nunca citou o governador como o melhor para suceder o marido, Mauro Mendes. O posicionamento de Virginia, para quem a conhece, pode ter relação com o passado recente de Pivetta daquela acusação feita pela ex-esposa.”

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(Jornal A Gazeta)

Indiferença

“Nunca em tempo algum, durante o governo Mauro Mendes, alguém viu a ex-primeira-dama Virginia Mendes elogiar o trabalho de Otaviano Pivetta (Republicanos). Nem mesmo, nesta disputa interna no grupo liderado pelo marido, Virginia Mendes defendeu Pivetta como o nome ao governo da sua preferência. A coisa por lá era tratada com tanto melindre que até em eventos, no dispositivo de autoridades, o pessoal tinha que dar muita atenção para não colocar ambos lado a lado.”

(Jornal A Gazeta)

“TOMAR VERGONHA NA CARA”

O governador Otaviano Pivetta hoje corre realmente o risco de ser o Botelho de ontem. Otaviano tem o que se preocupar com os sinais disparados pela ex-primeira-dama Virgínia Mendes, em seus julgamentos morais da honra alheia em relação aos aliados e ex-aliados do marido, o ex-governador Mauro Mendes

Botelho foi chamado de marido infiel por Virgínia Mendes, que defendeu a candidatura a prefeito de Cuiabá em 2024 do deputado federal Fábio Garcia (União). O argumento moralista da ex-primeira-dama: “Fabinho é fiel”, dizia à época.

Agora, depois de queixas do deputado estadual Eduardo Botelho, hoje no MDB, que Mauro Mendes não somou na sua candidatura, ao contrário, tirou votos, dona Virgínia dá mais um recado para Otaviano. A regra eleitoral do casal é clara: o candidato do casal quando ganha é por causa do apoio de Mauro Mendes, quando perde, a derrota é só do candidato. Foi isso que dona Virgínia deixou claro na sua resposta às críticas de Botelho. Ainda mandou o deputado “tomar vergonha na cara”. 

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MORALISMO E MORALIDADE

Embora as palavras pareçam quase idênticas, na filosofia e na sociologia elas ocupam espaços bem distintos. Em termos simples, a moralidade é a prática ou o sistema de valores, enquanto o moralismo é uma postura crítica ou autoritária sobre o comportamento alheio.

Aqui está uma decomposição das principais diferenças:

  1. Moralidade: O “O quê” e o “Como”

A moralidade refere-se ao conjunto de valores, normas e princípios que guiam o comportamento humano em sociedade. Ela é o que nos permite distinguir entre o “certo” e o “errado” dentro de um contexto cultural ou individual.

Interioridade: Frequentemente nasce de uma convicção interna ou de um contrato social aceito.

Prática: Manifesta-se nas ações reais do indivíduo (exemplo: não mentir por acreditar que a verdade é um valor fundamental).

Fundamento: Pode ser baseada na ética, na religião, na razão ou na empatia.

  1. Moralismo: O “Julgamento”

O moralismo não é um sistema de valores em si, mas uma atitude. É a tendência de aplicar rigorosamente padrões morais aos outros, muitas vezes de forma superficial, hipócrita ou descontextualizada.

Exterioridade: Foca no comportamento do outro e na vigilância alheia.

Reducionismo: Tende a reduzir questões complexas (políticas, sociais ou psicológicas) a uma simples dicotomia de “bom” ou “mau”.

Juízo de Valor: O moralista se coloca em uma posição de superioridade ética para apontar o dedo, muitas vezes ignorando as próprias falhas ou as nuances da realidade.

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