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EFICIENTE E BARATO

Ameaçado por Pivetta, Samu salvou 51 mil vidas em Mato Grosso em 2025

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Sob ameaça de ser reduzido pelo governo de Otaviano Pivetta (Republicanos), o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) salvou 51 mil vidas em Mato Grosso em 2025, de acordo com dados do próprio governo estadual.

Ao todo, segundo os dados do Relatório Anual de Gestão (RAG), foram 51.879 atendimentos diretos, consolidados entre envios de unidades (37.583) e orientações médicas qualificadas (14.296). A ação alcançou 103,76% de execução física, superando a meta em 1.879 assistências.

Segundo o relatório, a cobertura do Samu saltou de 20 para 23 municípios. Na prática, o governo ainda precisaria alcançar mais localidades. Conforme o documento oficial, a meta foi superada em razão da demanda reprimida de atendimentos do Samu no interior, onde faltam estrutura e equipamentos.

“O excedente de 15% na meta de monitoramento de municípios reflete uma demanda reprimida no interior. O salto de 20 para 23 municípios monitorados prova que a estrutura do Samu estadual é elástica e capaz de absorver novas localidades sem perda de coordenação”, diz o documento. “Com 51.879 atendimentos, o impacto direto é a preservação de vidas e a redução de sequelas graves (como as do AVC e infarto), que geram altos custos ao estado em longo prazo”, completa.

Enorme eficiência do Samu mesmo com orçamento limitado

O próprio relatório do governo chama a atenção para a eficiência dos trabalhadores do Samu. Isso porque o governo do estado aplicou apenas 70% do recurso inicialmente previsto para o serviço e, mesmo assim, o Samu foi capaz de superar a meta de 50 mil atendimentos no ano.

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O valor aplicado no Samu em 2025 é tão baixo e irrisório que representa apenas 0,04% de todo o orçamento previsto para o estado de Mato Grosso. Segundo o próprio documento, o planejamento do governo dependia de emendas parlamentares que não foram utilizadas pelo governo.

“O contexto de 2025 foi de alta performance operacional (como visto nos atendimentos), mas de instabilidade orçamentária nas fontes de emendas”, diz o relatório. “A não efetivação dessas emendas impediram a aquisição de novos equipamentos, renovação de frota ou modernização tecnológica que estavam previstas para essas verbas específicas”, cita.

Ao todo, o governo de Mato Grosso gastou R$ 16,4 milhões com o Samu durante todo o ano. O valor representa um investimento de R$ 1,3 milhão por mês – 0 número é substancialmente abaixo de outros investimentos defendidos pelo governo estadual. Como por exemplo, a aplicação de R$ 3,1 milhões na Norte Show, evento de poucos dias, que teve Otaviano Pivetta e o presidenciável Flávio Bolsonaro no palanque.

No cálculo apresentado, foram 121.022 ligações atendidas pelo Samu, sendo 37.583 ocorrências atendidas com saídas de unidades; 14.296 ocorrências que resultaram em orientações médicas; 2.543 trotes e 47.923 ligações que resultaram em orientações não médicas.

Samu sob ameaça no governo Pivetta

Um dos argumentos de Pivetta sobre o Samu seria a ideia de “diminuir custos e simplificar a máquina”. Os dados, no entanto, mostram uma realidade diferente desta. O governador defendeu o encerramento de contratos e a demissão de servidores do serviço de urgência e emergência.

“O nosso glorioso Corpo de Bombeiros vai suprir esse importante trabalho do Samu. Isso já está decidido. Com isso, nós vamos diminuir custos, simplificar a máquina. Onde der para diminuir, nós vamos diminuir. Esse é um serviço que é essencial, o Samu é serviço importantíssimo que a partir daqui quem faz é o Corpo de Bombeiros”, disse Pivetta em entrevista à Rádio Capital FM na terça-feira (21), ao responder o questionamento feito pelo morador César Araújo, de Várzea Grande.

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Informações prestadas pelos profissionais do Samu e pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma-MT) à Assembleia Legislativa de Mato Grosso apontam que ao menos 56 contratos de profissionais essenciais serão rescindidos entre os dias 31 de março e 10 de abril. As demissões atingem condutores de ambulância, enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam no atendimento direto à população.

“Tal cenário projeta impacto direto na continuidade do serviço, com risco concreto de desativação de bases operacionais, dentre as quais se destacam GMAU 1, GMAU 2, Base B4, Base B5 e Base B8, localizadas na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Essas unidades são estrategicamente distribuídas para garantir tempo-resposta adequado em situações de urgência e emergência, de modo que sua eventual desativação poderá implicar aumento da distância entre as equipes disponíveis e os locais de ocorrência, com consequente elevação do tempo de atendimento e agravamento de quadros clínicos, inclusive com risco à vida”, aponta ofício enviado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

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