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MARLUCE SILVA

Reitora da UFMT fala em punição exemplar após caso de mensagens misóginas entre estudantes

Em entrevista, Marluce Silva afirma que universidade não “passará pano” e que conduta pode resultar em sanções severas.

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(Foto: Assessoria)

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Silva, afirmou nesta segunda-feira (11.05) que os estudantes envolvidos em mensagens de teor misógino dentro da instituição podem receber “punição exemplar”. Em entrevista aos jornalistas Antero Paes de Barros e Michely Figueiredo, no Jornal da Cultura, ela disse que o caso é tratado como grave e que a universidade não tolerará esse tipo de comportamento.

Segundo a reitora, já foi instaurado processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e identificar outros possíveis envolvidos. Um dos alunos, do curso de Direito, foi afastado preventivamente das atividades após apresentar relato por escrito. O estudante de Engenharia tinha prazo de 48 horas para se manifestar e também deverá ser ouvido pela direção da faculdade.

Marluce afirmou que a comissão responsável pela investigação será composta por docentes, técnicos administrativos e estudantes, e terá a tarefa de analisar provas, como registros de conversas em aplicativos. “Muito provavelmente será uma pena exemplar, porque é um comportamento de muita violência, de desrespeito e de manifestação de misoginia, que nós combatemos todos os dias”, disse.

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A reitora também ressaltou que, embora a universidade tenha caráter pedagógico, é necessário garantir segurança à comunidade acadêmica. “Não iremos passar pano. Temos sido insistentes em aplicar as penalidades devidas. Estamos falando de cerca de 20 mil estudantes que precisam ser protegidos”, afirmou.

Ela declarou ainda que o episódio reflete problemas sociais mais amplos e não é produzido pela universidade. “Nós recebemos aquilo que a sociedade produz. São jovens de 18 anos que chegam com esse tipo de comportamento, que precisa ser combatido”, disse.

Sobre possíveis desdobramentos criminais, Marluce explicou que o caso já envolve outros elementos que podem ser investigados pela polícia, como o vazamento de imagens íntimas. O estudante de Direito, segundo ela, registrou boletim de ocorrência alegando que teve o celular extraviado e que os conteúdos estariam sendo divulgados por terceiros.

A reitora informou que o Ministério Público do Estado já solicitou informações à UFMT e que a instituição deverá responder oficialmente sobre as providências adotadas. Ela também destacou que a universidade possui uma resolução própria de combate à violência no ambiente acadêmico, utilizada como referência por outras instituições do país, além de manter uma Secretaria de Direitos Humanos.

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