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COMUNICAÇÃO

Em novo artigo, professor da UFMT defende audiovisual para aproximar ciência da sociedade

Capítulo publicado em livro internacional lançado neste ano sustenta que imagens, sons e audiovisual podem ampliar o acesso ao conhecimento científico e enfrentar a desinformação.

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(Foto: Arquivo Pessoal)

A comunicação de ciência precisa ir além dos artigos acadêmicos tradicionais para alcançar a sociedade e fortalecer a democracia. Essa é a principal defesa do professor e pesquisador Pedro Pinto de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em um capítulo publicado no livro Comunicação ao Serviço do Cidadão: Ética, Tecnologia e Qualidade da Informação na Construção da Proximidade, lançado neste ano pela Editora ESEC, de Portugal.

Professor dos programas de pós-graduação em Comunicação e Poder (PPGCOM) e em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO) da UFMT, Oliveira assina o capítulo “Ciência e democracia: a comunicação multimodal ao serviço do cidadão”, no qual defende que formatos como vídeos, imagens e sons podem democratizar a produção científica e ampliar a participação cidadã em temas de interesse público.

A obra foi organizada pelos pesquisadores portugueses Joana Lobo Fernandes, da Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra (ESEC-IPC), e Gil Baptista Ferreira, também da ESEC-IPC. O livro reúne trabalhos voltados ao debate sobre ética, tecnologia, qualidade da informação e comunicação voltada ao exercício da cidadania, com foco em identificar desafios contemporâneos e discutir práticas que fortaleçam a relação entre comunicação e sociedade.

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(Imagem: Reprodução)

No capítulo, Oliveira afirma que a comunicação multimodal representa uma nova forma de produzir e divulgar conhecimento ao integrar linguagens audiovisuais às práticas acadêmicas. Segundo o pesquisador, ela “vai além da primazia das palavras como único veículo legítimo e potente para comunicar” e reúne “modos inovadores e afetivos de produção de significados” e de conhecimento.

Entre os principais argumentos, o autor sustenta que a divulgação científica deve dialogar com públicos mais amplos, utilizando recursos audiovisuais capazes de tornar o conhecimento mais acessível e compartilhável. A proposta, segundo ele, busca abrir espaço para “novas formas de escritura que democratizam a divulgação da produção do conhecimento” e ampliam o alcance das pesquisas para além da comunidade acadêmica.

Outro eixo do capítulo é a defesa do ensaio audiovisual científico, formato desenvolvido pelo pesquisador desde 2015. Oliveira o define como um texto acadêmico, escrito em imagens e sons para comunicar os resultados de uma pesquisa, capaz de ser referenciado por outros pesquisadores e aplicável a qualquer campo científico.

Segundo o professor, essa modalidade favorece a interdisciplinaridade ao permitir a participação de estudantes e pesquisadores das áreas de comunicação, cinema, artes e audiovisual em projetos científicos de diferentes campos do conhecimento. Além disso, contribui para aproximar a ciência da sociedade sem abrir mão do rigor acadêmico.

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Reconhecimento internacional

O capítulo destaca ainda que a pesquisa multimodal ganhou espaço recentemente no cenário internacional. Oliveira cita a criação, em 2025, do Grupo de Pesquisa em Comunicação Multimodal da Associação Internacional de Pesquisa em Mídia e Comunicação (IAMCR), iniciativa que demonstra o reconhecimento crescente dessa área nos estudos de comunicação.

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