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Líder não vê derrota de Mendes e diz que faltou consenso com segmentos

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AL-MT

Dilmar Dal Bosco

 

Líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) afirmou, ao fim da votação que vetou o projeto do Governo de Estado de antecipação de feriados nesta terça-feira (23.03), que não vê derrota do governador Mauro Mendes (DEM) na decisão da Casa.

 

Segundo Dilmar, a cúpula estadual não conseguiu adesão de diversos segmentos e o projeto apresentava incoerências em sua formatação, como por exemplo o fato de antecipar feriados mas manter o decreto que permite funcionamento do comércio até as 19h.

 

Apenas um deputado, Lúdio Cabral (PT), votou pela aprovação da proposta do Governo, e os demais rejeitaram o projeto que previa antecipação de 10 dias corridos de feriados, com início nesta sexta-feira (26.03) e que seguiria até o dia 4 de abril.

 

“Nós tentamos mudar o projeto. Porque a lei falava em antecipar os feriados, mas manteria os decretos também. Quer dizer, poderiam trabalhar? Frigoríficos manteriam as atividades, setores agrícolas, e só iria fechar o comércio? Essa foi a grande dificuldade e faltou uma construção com os setores segmentados”, disse o líder do Governo.

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A proposta do governador era uma tentativa de reduzir o avanço de contágio da covid-19. A ideia era antecipar os feriados de Corpus Christi, Consciência Negra, Dia Mundial do Trabalho e aniversários dos municípios de Mato Grosso, que se somariam à Semana Santa.

 

“Não entendendo que é uma derrota do governador. Estou muito tranquilo em falar que não houve nenhuma afronta ao governo. Muitos colegas deputados falaram que não tinha esse consenso. O pessoal do interior de todas as CDLs [Câmara de Dirigentes Lojistas], associações comerciais, sindicatos, frigoríficos, todo mundo ligando pra gente, então não houve consenso. A Igreja Católica também não aceita a antecipação do feriado de Corpus Christi”, completou.

 

Alternativas para conter pandemia

 

Dilmar afirmou que acredita na possibilidade de o Estado de Mato Grosso vir a precisar adotar o lockdown nos próximos dias, devido à alta taxa de ocupação nos leitos hospitalares da rede privada e pública. O completo colapso na saúde e o aumento no número de mortes poderiam provocar ações no Tribunal de Justiça.

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Além disso, a base governista e os demais deputados irão se debruçar em uma nova forma de conter a circulação de pessoas, com a participação da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) e prefeituras.

 

“Agora nós vamos nos reunir com as federações, todos os setores, para achar um caminho, achar uma solução para todas as regiões. Precisamos detalhar algumas coisas para ver se a gente constrói também as responsabilidades dos gestores. Sobre o lockdown, pode sim ocorrer. Talvez o Tribunal de Justiça tome alguma atitude”, finalizou.

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