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SISTEMA INEFICIENTE

Juiz critica tornozeleiras usadas em MT e discussão sobre pena de morte

Na conversa com os jornalistas Antero Paes de Barros e Michelly Figueiredo ele fez críticas às tornozeleiras eletrônicas utilizadas pelo Governo do Estado e se posicionou contrário a instituição da pena de morte no Brasil.

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O juiz Geraldo Fidélis, titular da Segunda Vara Criminal de Cuiabá e coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (GMF), concedeu entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, nesta quinta-feira (11.01). Na conversa com os jornalistas Antero Paes de Barros e Michelly Figueiredo, ele fez críticas às tornozeleiras eletrônicas utilizadas pelo Governo do Estado e se posicionou contrário à instituição da pena de morte no Brasil.

Segundo o magistrado, no Brasil é necessário adotar medidas de combate ao crime organizado, principalmente fora do sistema penitenciário. Apesar de o próprio governador Mauro Mendes (União) já ter admitido que em Mato Grosso existem mais faccionados do que efetivo da segurança pública, o juiz garante que o Estado ainda mantém o controle do sistema penitenciário.

“Eu posso falar sobre o sistema penitenciário. O estado de Mato Grosso tem o controle do sistema penitenciário. Já vi situações de outros estados que não tinham controle. Aqui não, o estado de Mato Grosso controla o sistema penitenciário. Isso é importante, é um trabalho enorme, esse conflito realmente existe, mas pode ruir se aqui fora nós não fizermos o trabalho correto”, ponderou o magistrado.

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Questionado sobre o uso de tornozeleira eletrônica, o juiz considerou que o equipamento está mais relacionado a uma forma de isolamento e criticou a ineficiência do tipo de equipamento que é utilizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

“Existe um total preconceito da sociedade com pessoas que estão portando o equipamento. Somando que se utilizam para mostrar poderio, inclusive. E a própria ineficiência desse equipamento que está sendo colocado em Mato Grosso. Desse equipamento específico”, afirmou o juiz. Geraldo Fidelis citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que utiliza um tipo de tornozeleira eletrônica menor e mais resistente, de titânio.

Ainda durante a entrevista, o magistrado foi perguntado sobre a possibilidade de pena de morte ou prisão perpétua para alguns tipos de crimes, como o caso de chacinas, a exemplo do que aconteceu em Sorriso, onde a mãe e três filhas foram brutalmente assassinadas por um pedreiro que invadiu a residência das vítimas.

A pena de morte ou prisão perpétua foi uma pauta levantada pela deputada estadual Janaina Riva, em suas redes sociais. O magistrado colocou-se totalmente contrário ao posicionamento da parlamentar e ainda lembrou que se trata de uma cláusula pétrea da Constituição Federal, que não pode ser alterada.

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“Se for aprovado isso aí, eu não vou ser juiz da execução penal, de jeito nenhum. Não vou executar a morte de ninguém. É contra meus princípios. É absurda uma situação dessas. Não é o caminho”, afirmou o juiz.

De acordo com o magistrado, é preciso aparelhar o sistema prisional com melhor atendimento através de psicólogos para evitar que crimes semelhantes ao que aconteceu em Sorriso voltem a se repetir. “Se não tiver esse apoio, que não está tendo. É lamentável que nós vamos ver a renovação de crimes como vimos”.

Confira a íntegra da entrevista:

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