A Vigilância em Saúde em Cuiabá emitiu um alerta devido ao aumento de acidentes envolvendo animais peçonhentos. No ano passado, o estado do Mato Grosso registrou um total de 3.637 casos, dos quais 1.062 ocorreram especificamente na capital, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SIEGES-MT).
Até 31 de março deste ano, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATOX) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) já havia atendido 246 casos relacionados a animais peçonhentos como escorpiões, serpentes, aranhas, abelhas e outros animais sinantrópicos. O período de janeiro a março é tradicionalmente associado a um aumento desses incidentes devido às chuvas, que inundam os abrigos desses animais, forçando-os a procurar novos locais de refúgio e alimentação.
A Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) e do Centro de Controle e Zoonoses (CCZ), emitiu um alerta enfatizando a importância dos cuidados e dos riscos associados aos acidentes por animais peçonhentos. Entre as recomendações para evitar esses incidentes estão o uso de calçados e luvas durante atividades ao ar livre, a manutenção regular de limpeza em casa, o afastamento de camas das paredes e a vedação de frestas e buracos.
Em caso de acidente, é essencial procurar imediatamente o CIATOX no Hospital Municipal de Cuiabá e evitar práticas como torniquetes, perfurações ou aplicação de substâncias no local da picada, conforme orientações das autoridades de saúde. Não se deve, em hipótese alguma, queimar ou espremer o local da picada, nem sugar o veneno do ferimento.

Além disso, não é recomendável aplicar qualquer tipo de substância na área afetada ou realizar curativos que fechem o local, para evitar complicações. É importante também não consumir bebidas alcoólicas, ou aplicar álcool, querosene, gasolina ou fumo para aliviar a dor, pois isso pode agravar o estado clínico do acidentado. O uso de gelo ou água fria na picada também não é indicado.
























