
O custo da construção civil em Mato Grosso continua sendo o mais elevado da região Centro-Oeste, conforme aponta o levantamento mais recente do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta sexta-feira (11.04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em março de 2025, o preço médio do metro quadrado no estado foi de R$ 1.859,24, valor superior aos praticados em Goiás (R$ 1.782,73), Distrito Federal (R$ 1.832,72) e Mato Grosso do Sul (R$ 1.751,24). Mesmo com um avanço mensal relativamente modesto (0,41%), Mato Grosso segue acima da média nacional, que ficou em R$ 1.810,25 por metro quadrado.
No acumulado do ano, porém, o estado teve a menor alta da região: apenas 0,33%, enquanto Goiás registrou 1,33% e o Distrito Federal, 0,29%. No recorte de 12 meses, o custo da construção mato-grossense subiu 2,07% , também o menor índice entre os vizinhos.
Ainda assim, o valor absoluto permanece elevado, especialmente quando comparado com os demais estados do Centro-Oeste. Isso pode ser atribuído a fatores como logística de transporte de materiais, escassez de mão de obra e dinâmica própria do mercado local.
Ao considerar o custo sem desoneração da folha de pagamento, o metro quadrado em Mato Grosso sobe ainda mais: R$ 1.968,83, mantendo o estado como o mais caro da região.
Cenário nacional
Cenário nacional
Em março, o índice nacional apresentou variação de 0,35%. A taxa é 0,12 ponto percentual (p.p.) maior do que a registrada em fevereiro, que foi de 0,23%. O acumulado nos últimos 12 meses foi de 4,69%, resultado superior aos 4,39% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 1.803,90, passou em março para R$ 1.810,25, sendo R$ 1.043,45 relativos aos materiais e R$ 766,80 à mão de obra.
A parcela dos materiais apresentou variação de 0,35%, subindo 0,06 ponto percentual em relação a fevereiro (0,29%). Se comparado ao índice de março do ano anterior (0,13%), houve aumento de 0,22 ponto percentual.
Já a mão de obra, com taxa de 0,36%, e alguns reajustes observados, apresentou alta de 0,22 ponto percentual quando comparada a fevereiro (0,14%), já comparando com março de 2024 (-0,02%), houve aumento de 0,38 ponto percentual.
O gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, ressaltou que o primeiro trimestre do ano fechou em: 0,82% (materiais) e 1,48% (mão de obra). “Já os acumulados em doze meses ficaram em 3,71% na parcela dos materiais e 6,04% na parcela da mão de obra”, explicou.

























