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ARTIGO

A vida e as energias imaginárias

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A vida é um processo contínuo. Por isso, devemos estar sempre preparados, pois, a todo momento, somos chamados a exercitar nossas decisões, promover mudanças e escolher novos caminhos. Diariamente somos provocados a mudar de rumo ou continuar seguindo pela mesma estrada. E precisamos decidir, mesmo sabendo que, depois de determinadas escolhas, não podemos viver olhando para trás e chorando pelo passado que abandonamos.

Afinal, mais vale uma decisão equivocada do que uma indecisão permanente, porque até mesmo uma decisão errada pode nos ensinar alguma coisa: ensina-nos quais caminhos não devemos repetir e quais escolhas precisamos evitar no futuro.

Ao tomar decisões, somos movimentados por aquilo que podemos chamar de energias imaginárias: forças que nascem dos nossos pensamentos, sentimentos, desejos, esperanças e crenças. Elas podem nos impulsionar para frente, fortalecer nossa coragem e conduzir nossas atitudes em direção àquilo que desejamos construir.

Quando decidimos caminhar, passamos a fazer parte de uma sucessão de acontecimentos, experiências e reações que podem transformar nossa existência. Cada decisão produz consequências, e cada consequência traz consigo uma nova oportunidade de aprendizado.

A vida, muitas vezes, parece nos apresentar duas realidades: a vida real e a vida idealizada.

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A vida real é aquela que encontramos todos os dias, com obstáculos, dificuldades, perdas, responsabilidades e desafios. Já a vida idealizada é aquela que construímos em nossa imaginação, onde tudo parece mais fácil, sem problemas e sem as dificuldades que naturalmente fazem parte da existência.

O perigo está justamente quando passamos a viver somente nessa realidade imaginária e começamos a buscar, de maneira desenfreada, a acumulação de bens materiais, status e futilidades, acreditando que essas conquistas serão suficientes para preencher os vazios da alma.

Nesse caminho, algumas pessoas acabam ultrapassando os limites da ética, da honestidade e dos princípios que deveriam orientar suas vidas. Esquecem que existe uma estrada muito mais valiosa: o caminho da verdade, do amor, da solidariedade e da fé em Cristo.

Nenhuma missão é impossível quando existe determinação, coragem e esperança. Porém, a descrença pode aprisionar à vontade e escravizar o querer, fazendo com que o ser humano abandone seus verdadeiros valores em busca de coisas passageiras.

A riqueza material pode ocupar uma casa, mas não necessariamente preenche um coração.

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Podemos acumular objetos, dinheiro e conquistas, mas não podemos acumular o tempo que passou. Também não podemos voltar às páginas anteriores da nossa história para reescrevê-las.

Por isso, precisamos aprender a viver o presente com sabedoria, fazendo escolhas conscientes e construindo um futuro que não nos obrigue a sentir vergonha do nosso passado.

A vida é como um livro que escrevemos diariamente. Algumas páginas serão bonitas, outras serão difíceis, algumas terão erros e outras serão marcadas por grandes conquistas. Mas todas fazem parte da nossa história.

Não podemos arrancar as páginas do passado. Podemos, entretanto, escrever melhor as próximas.

Que nossas energias imaginárias sejam, portanto, alimentadas por pensamentos positivos, decisões responsáveis, atitudes honestas, amor ao próximo e fé em Deus.

Porque, no final da caminhada, talvez a maior conquista não seja aquilo que conseguimos acumular, mas aquilo que conseguimos ser.

Wilson Carlos Fuáh é escritor, radialista, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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