Agência Brasil

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28.02), a população desocupada média no Brasil em 2022 totalizou 10 milhões de pessoas, representando uma queda de 3,9 milhões em relação a 2021. Apesar da redução, o número de pessoas em busca de trabalho ainda está 46,4% acima do registrado em 2014, quando o mercado de trabalho atingiu seu menor nível de desocupados (6,8 milhões) desde o início da série histórica da PNAD Contínua.
A taxa média anual de desocupação no país foi estimada em 9,3% em 2022, representando uma redução de 3,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior (13,2%). No entanto, comparando com 2014, a taxa aumentou 2,4 pontos percentuais, passando de 6,9% para 9,3% em 2022.
Apesar da melhora, a taxa composta de subutilização ainda é alta, atingindo uma média anual de 20,8% em 2022, uma redução de 6,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O contingente de pessoas subutilizadas também apresentou uma redução, chegando a 24,1 milhões de pessoas, mas ainda está 54,7% acima do menor nível registrado em 2014.
No que diz respeito ao tipo de trabalho, o número médio anual de empregados com carteira de trabalho aumentou em 9,2%, chegando a 35,9 milhões de pessoas em 2022, enquanto o número médio anual de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou em 14,9%, chegando a 12,9 milhões de pessoas. O número médio anual de trabalhadores por conta própria também aumentou em 2,6%, totalizando 25,5 milhões de pessoas em 2022.
Apesar da redução na taxa média anual de informalidade (de 40,1% em 2021 para 39,6% em 2022), a taxa ainda é maior do que em 2016 (38,6%) e 2020 (38,3%). O valor médio anual do rendimento real habitual foi estimado em R$ 2.715, representando uma redução de 1% em relação a 2021. Entretanto, houve um aumento de 1,3% em relação a 2012.



























