
Diretamente do Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, o projeto Mehi Arte quer transformar a produção tradicional do povo Mehinako em referência nacional no design indígena contemporâneo. A iniciativa é liderada pelo artista indígena Takula Diago Mehinako e reúne valorização cultural, geração de renda e estratégias de mercado.
O projeto foi selecionado pelo edital MT Criativo – PNAB 1, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), com recursos do Governo Federal por meio da Política Nacional Aldir Blanc. A realização é da HM Produção Cultural, em parceria com a Secel e o governo federal.
A proposta prevê a criação de dez novas peças autorais que combinam técnicas tradicionais do Xingu a objetos de decoração, acessórios e itens utilitários produzidos com fibras naturais e pigmentos vegetais. Além disso, o projeto inclui o desenvolvimento de uma plataforma digital com loja online, com a meta de ampliar a comercialização para o mercado nacional e internacional.
A estratégia envolve marketing digital, campanhas segmentadas e parcerias com influenciadores e galerias, numa tentativa de inserir a produção indígena em novos circuitos de consumo e colecionismo.
Outra frente é a formação de cinco jovens indígenas nas áreas de gestão, design, produção e empreendedorismo cultural. A capacitação busca estruturar uma cadeia produtiva dentro das próprias comunidades, com autonomia na criação, gestão e comercialização das peças.
Segundo os organizadores, todos os novos produtos serão feitos com materiais ecológicos, mantendo práticas tradicionais de manejo e reforçando o compromisso ambiental. A iniciativa também se alinha a metas de desenvolvimento sustentável ao associar preservação cultural, geração de renda e qualificação profissional.
Com a proposta de unir tradição, tecnologia e sustentabilidade, o Mehi Arte pretende ampliar o reconhecimento da arte indígena e consolidar o design produzido no Xingu como expressão contemporânea dos povos originários.
























