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ARTIGO

Dois anos sem José

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Hoje (30) se completam dois anos que meu marido José Luiz se transformou em luz na eternidade. O tempo passou bem rápido, mas nem por um dia desses anos ele deixou de estar aqui comigo.

Ainda mais porque acredito fortemente que, quando minha missão acabar nesse planeta, o Universo vai conspirar a nosso favor, e nos encontraremos em outro plano.

Antes da despedida de José, ficamos por cinco décadas grudados um no outro. A ausência dele me deixou com as emoções ‘à flor da pele’. A vida seguiu combinando um misto de sentimentos que, por vezes, se impôs perante a razão.

Já imaginava que essa mistura intensa e inconstante de sensações, entre as quais a tristeza, mais cedo ou mais tarde, poderia ter desdobramentos na minha saúde física. Foi o que aconteceu.

Nos últimos seis meses passei por duas internações – uma relacionada ao coração e a outra à saúde da mulher. O médico me disse que, levando em consideração as sete vidas que dispomos (será!?), eu já gastei duas. Só lembrei a ele que não sou gato (a)!!

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Mas a intenção hoje não é falar de mim, mas sim a de compartilhar a saudade que José deixou entre nós – eu e Bianca, nossa filha; sua família; amigos e conhecidos. Ele era muito querido e não me cansarei de dedicar toda gratidão e afeto a José, enquanto por aqui estiver.

Uso de forma recorrente o seguinte trecho do poeta cuiabano Manoel de Barros – “O tempo só anda de ida”. Mas, ultimamente, tenho refletido que nossa vida é feita de tempo que anda de ida, sim, mas que também dá muitas voltas, trazendo lindas lembranças e saudades eternas.

No momento, estou indo por esse caminho.

Também no presente tenho prestado bastante atenção à saudação Namastê, que significa “o divino em mim saúda o divino em você”. É associada à gratidão e ao reconhecimento mútuo.

Namastê, amigos, colegas, familiares e todos aqueles que nesses últimos anos estiveram ao meu lado, me apoiando nas complicações de saúde, mas sobretudo nas ocasiões de alegria e melancolia.

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Para concluir essa homenagem singela ao meu companheiro de uma vida, recorro ao trecho de uma canção do compositor Tiago Iorc, que traz mensagem sobre aceitar as dores, aprender com elas e manter a disposição para recomeçar sempre que necessário.

“E, se caso for, eu posso esperar a chuva passar pra tudo recomeçar”.

Paz em nossos corações! Fique bem, José!

Sônia Zaramella é jornalista e professora aposentada do curso de Jornalismo da UFMT. 

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

Artigo publicado originalmente no Eh Fonte

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