Uma decisão da Justiça Federal nesta terça-feira (27.02) determinou que a Faculdade São Leopoldo Mandic, em São Paulo, anule a expulsão da jovem que matou Isabele Guimarães Ramos, em um condomínio de luxo, em Cuiabá. Ela estava cursando Medicina e foi expulsa em 16 de fevereiro após pressões dos pais de outros alunos.
A decisão é do juiz da 6ª Vara Federal de Campinas, Haroldo Nader. “Defiro a liminar para determinar à autoridade impetrada que reintegre a impetrante no curso de medicina em que está matriculada, sem qualquer prejuízo acadêmico pelos dias em que não o pode frequentar em razão do ato impetrado”, determinou o magistrado.
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A jovem, que agora tem 18 anos, foi condenada pelo assassinato de sua amiga, Isabele Guimarães, ocorrido em 12 de julho de 2020. O crime ocorreu enquanto as duas estavam na residência da atiradora. No banheiro, a vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo no rosto, vindo a falecer no local. Inicialmente, a autora do disparo alegou que se tratava de um acidente, porém, a perícia constatou que o tiro foi intencional.
A estudante condenada era praticante de tiro esportivo e chegou a conquistar títulos em campeonatos antes do ocorrido. A arma utilizada no homicídio foi levada à residência pela então namorado da jovem.
Diante das reclamações dos estudantes da Faculdade São Leopoldo Mandic, a instituição abriu uma sindicância e concluiu que a presença da estudante estava causando tumulto nas aulas e poderia prejudicar a imagem da faculdade. Além disso, considerou que o crime cometido pela jovem era incompatível com o curso de Medicina, que tem como essência a preservação da vida.
Em nota, a instituição afirmou: “Com base no Regimento Interno da Instituição e no Código de Ética do Estudante de Medicina, publicado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a Faculdade São Leopoldo Mandic decidiu pelo desligamento da aluna, assegurando a ela a apresentação de recurso, em atendimento aos princípios do contraditório e ampla defesa”.
A jovem condenada, juntamente com sua irmã gêmea, estava matriculada no curso de Medicina da faculdade. Apesar de ter sido condenada a 3 anos de reclusão, a estudante ficou detida por 17 meses no Lar Menina Moça, no Complexo Pomeri em Cuiabá.























