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BIOMA SOB PRESSÃO

MT concentra metade dos municípios mais afetados pelo fogo no Cerrado em setembro

Cocalinho, Ribeirão Cascalheira, Formoso do Araguaia, Luciara e Paranatinga estão entre os municípios mais afetados.

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MT concentra metade dos municípios mais afetados pelo fogo no Cerrado em setembro (Foto: Safira Campos)

Mato Grosso concentrou metade dos municípios com as maiores áreas queimadas no Cerrado em setembro deste ano. O dado consta em uma nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) nesta terça-feira (15.10), com base em informações do MapBiomas.

Conforme os cientistas, os incêndios foram impulsionados principalmente pela seca severa e pelo uso descontrolado do fogo em atividades agropecuárias. O documento destaca que situação é agravada pela intensificação do desmatamento e pela falta de políticas de controle adequadas.

“Compreender onde e como o fogo ocorre é essencial para desenvolver políticas públicas eficazes de prevenção e mitigação. O manejo inadequado do fogo, aliado à pressão por expansão agropecuária, e ao agravamento nas condições de seca e temperaturas elevadas, tem causado uma transformação significativa no regime de fogo do Cerrado, aumentando a frequência e os riscos de incêndios catastróficos”, traz um trecho da nota.

Dados do monitoramento apontam que Cocalinho, Ribeirão Cascalheira, Formoso do Araguaia, Luciara e Paranatinga estão entre os municípios mais afetados. Só Cocalinho registrou 181,6 mil hectares queimados, um aumento de 328% em comparação ao mesmo período de 2023. No total, o bioma Cerrado teve uma área queimada 117% maior de janeiro a setembro de 2024 em relação ao ano anterior, com 8,4 milhões de hectares devastados.

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A seca extrema, associada ao acúmulo de biomassa seca, altas temperaturas e baixa umidade, criou as condições ideais para a propagação do fogo, conforme os cientistas. Além dos danos à vegetação e à biodiversidade, as queimadas comprometem a regulação hídrica e agravam as emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para as mudanças climáticas.

A preocupação com o Cerrado vem aumentando nos últimos anos e chamando a atenção de mais cientistas ao redor do mundo. Em agosto, um grupo de pesquisadores renomados alertaram em uma carta publicada na revista “BioScience”, sobre os impactos irreversíveis do desmatamento no Cerrado. Eles também enfatizaram a necessidade de medidas urgentes para conter a degradação.

Do mesmo modo, o Ipam reforça que, sem um controle rigoroso do uso do fogo e sem ações efetivas de fiscalização e conservação da vegetação nativa, o Cerrado — bioma vital para a segurança hídrica e a biodiversidade do Brasil — continuará se degradando rapidamente. O relatório sugere a adoção do Manejo Integrado do Fogo (MIF), combinando práticas tradicionais e técnicas modernas de controle, como uma das soluções viáveis para mitigar os impactos dos incêndios.

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