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DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO

O que Janaina oferece ao eleitor: seus dois suplentes investigados

Direto ao ponto, em respeito às eleitoras e aos eleitores: 1) a presença de dois suplentes envolvidos em denúncias de esquema de corrupção é assunto de Janaina Riva, 2) explicar a escolha deles é dever de Janaina Riva e 3) mostrá-los para os eleitores é obrigação de Janaina Riva. Simples assim.

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A deputada Janaina Riva (MDB), candidata ao Senado, escolheu dois suplentes envolvidos em escândalos nacionais de denúncias de corrupção. O argumento de que ela é a candidata e os suplentes escolhidos não são responsabilidade política dela é prego na areia: não se sustenta. Janaina deve explicação sobre os rolos dos seus suplentes na chapa, sem usar de falácias que desafiam a inteligência do eleitor. Direto ao ponto: 1) a presença de dois suplentes envolvidos em denúncias de esquema de corrupção é assunto de Janaina, 2) explicar a escolha deles é dever de Janaina e 3) mostrá-los para os eleitores é obrigação de Janaina. Simples assim, em respeito a Mato Grosso.

Reportagem do jornalista Jardel Arruda, do site Olhar Direto, revela a tentativa da deputada Janaina Riva (MDB) de se eximir da responsabilidade da montagem da sua chapa ao Senado, montada com dois suplentes homens que estão envolvidos em escândalos nacionais de denúncias de corrupção.

A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) reagiu às críticas envolvendo seu novo 1º suplente, Danilo Trento, e afirmou que tentativas de a vincular politicamente ao pai ou a integrantes da chapa retiram dela o protagonismo da candidatura. “Eu sou a candidata”, declarou. A VERDADE: os suplentes de uma chapa de candidato ao Senado são tão candidatos quanto a titular. Essa desculpa esfarrapada de que ela é a única candidata não se sustenta diante da lei eleitoral. A legislação brasileira exige obrigatoriamente que cada candidato a senador registre a sua chapa acompanhado de dois suplentes (o 1º e o 2º suplentes). A exigência está prevista no artigo 46 da Constituição Federal. 

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“Eles têm que permitir que uma mulher seja protagonista, pelo menos quando ela é candidata. Toda vez querem me associar a alguém: ao meu pai ou ao suplente. Eu sou a candidata e vou ser a senadora de Mato Grosso”, afirmou Janaína ao ser questionada sobre possíveis desgastes provocados pela escolha de Trento. A VERDADE: outra desculpa esfarrapada. Janaina descartou da sua chapa uma mulher, a delegada de polícia Ana Cristina Feldner. Ou seja, quem não permitiu que uma outra mulher fosse também protagonista foi a própria Janaina.

Ao rebater os questionamentos, Janaína procurou separar a responsabilidade política de sua candidatura das trajetórias individuais dos integrantes da chapa, argumento que já havia usado ao comentar a escolha de Trento: “Cada pessoa responde por seus próprios atos. Eu respondo pela minha trajetória, pelas minhas propostas e pelo mandato que pretendo exercer.” A VERDADE: mais uma desculpa que não se sustenta de pé e ofende a inteligência do eleitor. Janaina Riva se acostumou a dar esta explicação de CPF diferente para separar a trajetória dela do pai, José Geraldo Riva, que já foi chamado de “o maior corrupto do Brasil”. Essa desculpa não serve para explicar os seus suplentes. Eles fazem parte da chapa de Janaina, são assunto de Janaina, que deve sim explicação sobre a estranha escolha de suplentes suspeitos.

CONHEÇA OS SUPLENTES DE JANAINA RIVA

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Os suplentes da chapa ao Senado da candidata Janaina Riva — Danilo Trento e Rafael Torres (Rafael Yamada Torres) — enfrentam as seguintes acusações e investigações: 

Danilo Trento (1º suplente): 

– É investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito de um inquérito que apura fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. 

– Teve seu nome envolvido e foi formalmente incluído no rol de investigados ao final dos trabalhos da CPI da Covid (ou CPI da Pandemia) no Senado Federal, em 2021, onde figurou sob suspeitas relacionadas à atuação de empresas e intermediários na negociação de vacinas. 

Rafael Yamada Torres (2º suplente): 

Possui ligações com a empresa Trimec Construções e Terraplanagem e foi alvo de denúncia pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em uma ação judicial que investiga irregularidades e supostos esquemas em contratos de manutenção de rodovias no estado. 

As inclusões de ambos na chapa ocorreram após uma série de substituições e renúncias dos nomes anteriores (Aluízio Lima e Ibrahim Zaher).

A MULHER DESCARTADA DA CHAPA DE JANAINA

A delegada aposentada Ana Cristina Feldner foi retirada da chapa. Ela havia sido inicialmente anunciada como 1ª suplente na candidatura de Janaína Riva ao Senado, mas acabou sendo substituída nas composições posteriores da chapa. 

Após a sua saída, Ana Cristina Feldner tornou pública sua insatisfação com a forma como foi substituída, criticando os bastidores da articulação política e alegando falta de diálogo e respeito por parte da candidata.

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