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Pantanal foi o bioma que mais secou desde 1985, alerta novo estudo

Publicação indica ainda que quatro dos 20 municípios brasileiros que mais perderam superfície de água em 2023 estão em Mato Grosso.

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Pantanal foi o bioma que mais secou desde 1985, alerta novo estudo (Fonte: MapBiomas)

Um amplo estudo lançado pelo projeto MapBiomas Água nesta quarta-feira (26.06) mostra que o Pantanal foi o bioma que mais secou entre 1985 e 2023. A publicação alerta que os biomas brasileiros estão sofrendo com a perda da superfície de água desde 2000, com a década de 2010 sendo a mais crítica. Neste cenário, os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso têm sido as unidades federativas que mais têm sofrido com o avanço da seca.

Conforme o MapBiomas, a superfície de água anual (pelo menos 6 meses com água) no Pantanal em 2023 foi de 382 mil hectares – 61% abaixo da média histórica. Houve redução da área alagada e do tempo de permanência da água. No ano passado, apenas 2,6% do bioma estava coberto por água. O Pantanal responde por 2% da superfície de água do total nacional.

O ano de 2023 foi 50% mais seco que 2018, que foi a última grande cheia no bioma. Em 2018, a água no Pantanal já estava abaixo da média da série histórica, que compara com os dados desde 1985. “Em 2024, nós não tivemos o pico de cheia. O ano registra um pico de seca, que deve se estender até setembro. O Pantanal em extrema seca já enfrenta incêndios de difícil controle”, ressalta Eduardo Rosa, do MapBiomas.

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Alertas sobre a seca histórica que o bioma vem enfrentando têm sido emitidos desde o começo do ano por diversos órgãos e entidades. o início de maio, com base em dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Agência Nacional de Águas (ANA) avaliou que os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso já estavam em situação de seca. O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Instituto SOS Pantanal também já haviam destacado a gravidade do cenário.

Barão de Melgaço enfrenta seca desde o começo do ano (Foto: Safira Campos/PNB Online)

Em nota técnica do dia 15 de junho, o SOS Pantanal fez recomendações específicas à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), como a criação de um instrumento legal que contemple o manejo integrado do fogo, com destaque para uma licença especial para queimas prescritas e aceiros, similar ao que foi implementado no Mato Grosso do Sul. Além disso, foi recomendada a criação e execução do Plano de Manejo Integrado do Fogo do Parque Estadual Encontro das Águas.

Municípios mais atingidos pela seca

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A publicação do MapBiomas indica ainda que quatro dos 20 municípios que mais perderam superfície de água em 2023 em relação a média da série histórica estão em Mato Grosso, todos estão na região do Pantanal. Cáceres foi o segundo município brasileiro com a maior perda, registrando o equivalente a 164335 hectares a menos de superfície de água. Também aparecem na lista Poconé (-77190 ha), Barão de Melgaço (-13132 ha) e Vila Bela da Santíssima Trindade (-8570 ha).

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