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ARTIGO

Políticas públicas emergentes para valorizar as mães sem sobrecarregá-las

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1. Ampliação urgente de vagas em creches e CMEIs, com horários flexíveis e funcionamento durante todo o ano.

2. Renda básica para cuidadoras, especialmente mães solo, mães de crianças com deficiência e mulheres em situação de pobreza.

3. Reconhecimento do cuidado como trabalho no cálculo de aposentadoria, tempo de serviço e programas de transferência de renda.

4. Licenças parentais mais longas, remuneradas e igualitárias, com corresponsabilidade entre mães e pais ou outros cuidadores.

5. Apoio para mães estudantes (EJA com acolhimento infantil, bolsas permanência, transporte escolar com acessibilidade).

6. Vagas específicas e garantidas no mercado de trabalho para mães, com incentivo à contratação, flexibilização de horários e proteção legal contra demissões por maternidade.

7. Espaços de cuidado em locais de trabalho e estudo, como brinquedotecas e salas de amamentação.

8. Educação parental acessível e humanizada, sem julgamento, ofertada nas redes de saúde, educação e assistência social.

9. Acolhimento integral para mães adolescentes, com escuta, apoio intersetorial e combate ao estigma.

10. Escuta ativa e participação direta das mães na construção de políticas públicas — especialmente das mulheres negras, indígenas, periféricas, com deficiência ou LGBTQIAPN+.

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11. Fortalecimento da rede de proteção, com visitas domiciliares, saúde mental materna como prioridade, e combate à violência obstétrica e institucional.

12. Campanhas públicas para desconstruir o mito da mãe heroína, que sobrevive sem apoio, romantiza a exaustão e silencia a dor.

13. Serviço de apoio e cuidado às mães para o preparo para a 3 idade, para que não sejam institucionalizadas indevidamente

14. Programas habitacionais que privilegiem mães;

15. Leis que apoiem as mulheres mães nas separações judiciais;

16. Casas de apoio às mulheres mães vitimas de violência.

Políticas Públicas não são “favores” — são ações de reparação histórica e justiça social. Maternidade não deve ser sinônimo de sofrimento silencioso, mas de liberdade, dignidade e escolha.

Carina Dalcol Leite é assistente social e educadora parental

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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