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ARTIGO

Magnífica Humanitas, a primeira Encíclica de Leão XIV

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“Cabe-nos agora enfrentar, com lucidez e responsabilidade, os desafios do nosso tempo. É necessário adotar instrumentos normativos adequados, capazes de salvaguardar a justiça e de conter os efeitos nocivos do poder tecnológico. Mas a questão não se esgota na regulamentação. Como alertou o Papa Francisco, devemos perguntar-nos com realismo quem detém hoje este poder e para que fins o orienta: «Não podemos, porém, ignorar que a energia nuclear, a biotecnologia, a informática, o conhecimento do nosso próprio DNA e outras potencialidades que adquirimos […] dão, àqueles que detêm o conhecimento e sobretudo o poder económico para o desfrutar, um domínio impressionante sobre o conjunto do género humano e do mundo inteiro». [7] Outrora, eram sobretudo os Estados a orientar e a dirigir a inovação. Hoje, pelo contrário, os principais motores do desenvolvimento são sujeitos privados, frequentemente transnacionais, dotados de recursos e capacidades de intervenção superiores aos de muitos Governos. O poder tecnológico assume, destarte, uma identidade inédita, predominantemente “privada” e, portanto, ainda mais difícil de discernir, gerir e orientar para o bem comum”. Papa Leão XIV, Encíclica Magnífica Humanitas, Vaticano 15/05/2026

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Nesta Segunda feira, 25 de Maio de 2026, o Papa Leão XIV acaba de apresentar aos católicos, aos cristãos, aos fiéis das demais religiões e, enfim, ao mundo sua primeira Encíclica denominada MAGNIFICA HUMANITAS.

Esta Encíclica está a disposição do público em geral, em diversas línguas, inclusive em português e pode ser “baixada” gratuitamente acessando o site https://www.vaticannews.va/en.html

Vale a pena acessar, ler e refletir sobre seu conteúdo, que deve ser mais uma bússula, juntamente com outras Encíclicas e Exortações apostólicas, principalmente as de seu antecessor Papa Francisco, para a nossa caminhada diante dos desafios contemporâneos e a urgente necessidade de ações sociotransformadoras em nossas pastorais, movimentos e organizações.

A nossa fé precisa ser transformada em ações visando o BEM COMUM, a JUSTIÇA (SOCIAL, CLIMÁTICA, DE GÊNERO E INTER GERACIONAL), enfim, uma FÉ ENGAJADA pela paz e pelo Diálogo.

Nunca a presença e as ações sociotransformadoras por parte da Igreja, entendida como o Corpo de Cristo Ressuscitado (fiéis e Clero) foi tão necessária, uma Igreja Sinodal, em saída, rumo `as periferias materiais e existenciais, profética, que realmente faz a opção preferencial pelos pobres, é desafiada a lutar por uma ecologia integral, a cuidar de nossa Casa Comum, pela “paz desarmada” e a criar raizes para que a Economia da Morte seja substituida pela Economia da Vida, a Economia de Francisco e Clara e promova uma CULTURA DA PAZ, fundada no diálogo!

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É neste contexto que Leão XIV publica sua primeira Encíclica dando um “novo” ruma `a Igreja no mundo todo.

Juacy da Silva, professor fundador, titular e aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, sociólogo, ambientalista, articulador da Pastoral da Ecologia Integral – Região Centro Oeste. 

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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