Servidores readaptados na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ficarão sem a gratificação de desempenho anunciada na quinta-feira (10.10) pelo secretário Amauri Monge.
A gratificação, que funciona como uma espécie de 14ª salário, é paga para servidores que atenderem critérios de produtividade dentro do serviço público. No estado, o Sintep-MT (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso) é crítico à medida por entender que a gratificação não valoriza efetivamente o professor.
Servidores readaptados são aqueles que, por algum problema de saúde ou psicológico, trabalham em outra função, para evitar que tenham contato com o ofício que acabou adoecendo o profissional. As readaptações são comuns principalmente entre professores, que sofrem com a pressão psicológica da sala de aula e acabam acometidos de doenças como depressão e estresse pós-traumático.
Em vídeo publicado nesta quinta, a professora Marivone Souza, presidente municipal do Sintep, criticou a medida anunciada pelo secretário.
“Nós do sindicato não concordamos com nenhuma lei ou medida que exclua parte da categoria, a exemplo da gratificação de final de ano anunciada pelo secretário de Educação”, afirmou. “Se isso ocorrer, nós entraremos na Justiça. Enquanto isso, a gestão não responde sobre a lei orgânica que trará valorização a todos os profissionais de educação e nem responde aos demais itens de pauta”, declarou.
O Sintep entende que o modelo de gratificação pensado por Amauri dá benefícios para poucos servidores enquanto exclui outros. O modelo, segundo sindicalistas, visa evitar que melhorias salariais sejam aplicadas para todos os servidores.






















