Mayke Toscano/Secom-MT

Após anúncio de desfiliação partidária feito pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cogitou-se a possibilidade de que haja uma debandada no DEM, inclusive em Mato Grosso. Maia afirmou que se sentiu “traído” com a derrota de Baleia Rossi (MDB-SP) para sua sucessão na Casa.
Rumores de que filiados ao DEM, como o governador Mauro Mendes e o presidente da Assembleia Legislativa Eduardo Botelho pudessem deixar o partido ganharam força, no entanto, Botelho foi enfático nesta terça-feira (09.02) ao afirmar que não irá deixar a legenda.
“Eu vou ficar no DEM. Não tenho essa ideia de ir embora. O que foi feito em Brasília não foi bom para o Democratas, porque o partido ficou muito tempo sendo orgânico, governista e depois recuperou isso de um tempo pra cá. Agora não podemos voltar naquela estrutura partidária, que era apoiar tudo que é governo em troca de cargos. Então, eu entendo que o que ocorreu lá não foi bom no modo geral, mas sair do partido, não”, disse ele.
Maia tentou eleger Baleia Rossi para a presidência da Câmara, mas viu mais da metade da bancada do DEM apoiar Arthur Lira (PP-AL), que recebeu apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Sobre Mauro Mendes, Botelho disse que há um projeto de reeleição preparado para o governador, com foco na aproximação com os servidores públicos a partir de 2022. Mendes enfrenta desgaste com o funcionalismo após propor medidas polêmicas na Reforma Administrativa, como a taxação de 14% na previdência dos servidores aposentados e pensionistas do Estado.
“Não acredito [na saída de Mauro Mendes], e creio que todos ficam no Democratas. Aqui para Mato Grosso eu defendo a continuidade do governador no DEM, para que ele seja reeleito e que continuemos nesse processo de reconstrução do Estado. O Mauro tem uma outra missão no futuro que é resgatar o direito dos servidores, que vai começar a partir do ano que vem. Ele está em um grupo formado por amigos, companheiros que têm apoiado ele, e não tem sentido ele sair do partido”, defendeu Botelho.
Maia ainda não anunciou se realmente irá deixar o DEM e nem com quais legendas está conversando. Fato é que ele acusa o presidente nacional do DEM, ACM Neto, de ter interferido no resultado da eleição para a Mesa Diretora da Câmara Federal, favorecendo a eleição de Arthur Lira.






















