No “rame-rame” da política, como gosta de dizer o governador Mauro Mendes (União), por algum tempo especulou-se sobre as pressões que o deputado federal Abílio Brunini (PL) estaria sofrendo vindas do Palácio Paiaguás para desistir da sua candidatura a prefeito de Cuiabá, abrindo mais espaço eleitoral para um candidato do União Brasil. Nestes rumores incluíram até o tamanho da negociação da operação “Abílio Zero”, com a nomeação da esposa dele para um cargo no governo Mauro Mendes.
Ao que parece, a pressão foi na verdade um jogo de soma zero: Abílio Brunini é candidatíssimo a prefeito nestas eleições. Uma fonte bem próxima do deputado federal explicou ao PNB Online o porquê da total impossibilidade de Abílio deixar a disputa: “desistir da candidatura agora seria uma verdadeira traição contra o eleitorado bolsonarista em Cuiabá”. Ou seja, de todos os defeitos políticos, Abílio quer passar ao largo do pior deles: não quer carregar o peso de ser um traidor dos aliados e dos eleitores que acreditam nele. A traição de hoje seria paga como o desprezo do eleitor amanhã, simples assim.
O cenário da sucessão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) terá mesmo, portanto, ao que parece, a participação de Abílio, o candidato dos corações dos Bolsonaros, Jair, Flávio, Eduardo e Carlos, e dos corações dos bolsonaristas cuiabanos. O coração de Mauro Mendes bate pela candidatura do deputado federal Fábio Garcia (União). Os corações dos Campos, Júlio e Jayme, e da maioria dos colegas deputados estaduais batem, por razões internas do parlamento, pelo presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho. Na disputa “cárdio-política” alguns corações serão feridos nesta batalha pelo domínio do espectro da direita e extrema direita em Cuiabá.
Abílio é um candidato forte para passar para o segundo turno da eleição em Cuiabá, é o que apontam até agora todas as pesquisas. E não deve pular fora da disputa porque não quer receber o carimbo na testa de traidor do bolsonarismo.























