A deputada federal Gisela Simona (União) é a segunda da bancada de Mato Grosso a assinar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6×1, chamada de PEC Vida Além do Trabalho. A decisão da parlamentar foi confirmada na noite desta terça-feira (12.11). O primeiro foi o deputado federal Emanuelzinho (MDB).
Ao confirmar que assinou a proposta, a deputada ponderou que concorda com a discussão quanto a jornada de trabalho, mas não com o texto apresentado. Para Gisela, é preciso ampliar a discussão para evitar prejuízos aos próprios trabalhadores.
“Assinei a PEC 6×1. Acredito que seja importante a discussão da jornada de trabalho no Brasil. Não concordo com o texto inicialmente apresentado pela deputada, porque precisamos aprofundar a discussão para evitar que a própria classe trabalhadora seja prejudicada, mas o Parlamento precisa encontrar uma saída que concilie os interesses dos trabalhadores e dos empregados”, pontuou a Gisela.
A deputada federal disse ainda que a discussão sobre a PEC 6×1, que ganha cada vez mais força popular, não pode ser ignorada. “Fazer o debate é o papel dessa Casa e como representante do povo não posso ignorar a vontade popular de encontrar uma alternativa para esse problema. A experiência de outros países, a opinião técnica de especialistas, o depoimento de trabalhadores e empregadores podem servir de subsídio importante para o debate”.
Da bancada de Mato Grosso, além de Gisela, o deputado federal Emanuelzinho foi o primeiro a se posicionar sobre a PEC. O emedebista assinou a proposta e confirmou que deve propor mudanças na tributação sobre faturamento para lucros e dividendos empresariais. Segundo ele, o objetivo é fazer com que as empresas contribuam de forma proporcional aos seus lucros.
PEC 6×1
No intervalo de uma semana, subiu de 60 para 134 o total de deputados que assinaram a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece a jornada de trabalho de, no máximo, 36 horas semanais e 4 dias de trabalho por semana no Brasil, acabando com a escalada de 6 por 1.
São necessárias 171 assinaturas para a PEC começar a tramitar na Câmara. E para ser aprovada, precisa do voto de 308 dos 513 parlamentares, em dois turnos de votação.
De autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), a proposta foi apresentada em 1º de maio deste ano inspirada no movimento VAT que, por meio de uma petição online, já recolheu mais de 2,3 milhões de assinaturas na internet a favor do fim da escala 6 por 1.
























