O governador Mauro Mendes já mandou o prefeito Abílio Brunini (PL) trabalhar, mas não adiantou o apelo. A população de Cuiabá sofre com um prefeito cuja dedicação exclusiva é fazer fuxico ideológico. Passa o dia fazendo vídeos de ataques aos adversários. Um político-celular especialista em fazer fuxico ideológico, em especial com ataques às mulheres.
O repórter do PNB, Lázaro Thor, registrou o novo ataque do prefeito Abílio contra as mulheres. O novo alvo é a sua vice-prefeita, Vânia Garcia (Novo), eleita junto com ele em 2024. Ele quer a vice amordaçada, sem direito à liberdade de expressão, sem direito a trabalhar por Cuiabá. Ele fez um verdadeiro decreto de mordaça contra ela: o Decreto 11.310 de 17 de setembro que proíbe a vice-prefeita de representar a Prefeitura de Cuiabá de maneira institucional.
O decreto concentra na figura do prefeito a responsabilidade para atuar em órgãos federais e estaduais para obter, por exemplo, recursos para o município. O decreto foi publicado depois de Vânia convocar coletiva de imprensa, há uma semana, e informar que faria uma reestruturação do seu gabinete para passar a representar a Prefeitura na interlocução com o Governo Federal e o Governo Estadual.

Ou seja: a vice-prefeita está proibida pelo aprendiz de prefeito-ditador de trabalhar por Cuiabá. Está proibida de buscar recursos para obras e ações que melhoram a vida dos cuiabanos.
“A representação do município de Cuiabá, bem como todos os diálogos e tratativas com órgãos e autoridades da União e do Estado de Mato Grosso e de qualquer outra unidade da Federação, será exercida única e exclusivamente pelo Prefeito Municipal”, diz trecho do decreto, de Abílio.
A decisão é ideológica, machista e revela a fragilidade de Abílio:
– Ele não quer a ajuda do governo federal do presidente Lula, prefere o fuxico ideológico a buscar mais recursos para Cuiabá. O resultado é uma gestão trágica e de sérias consequências para os cuiabanos;
– É um decreto francamente machista. É fato: Abílio cresce na hora de atacar as mulheres, mas fica caladinho quando é confrontado por homens. Ele ouviu calado a bronca de Mauro Mendes, que mandou ele trabalhar ao invés de ficar criando polêmicas. Não se ouviu nenhuma resposta à crítica do governador, no melhor estilo “quem cala consente”.
É um decreto ditatorial e de perfil personalista. O decreto revela o pavor que ele tem de que a vice-prefeita de Cuiabá possa fazer um trabalho que seja referência para a população. Abilio morre de medo de concorrência: prefere ficar sem termo de comparação em relação à sua gestão sem resultados e entregas.
Pelo bem de Cuiabá, em respeito aos cuiabanos, a vice-prefeita Vânia precisa reagir contra esse decreto da mordaça.
Leia também: Advogada de Vânia Rosa entra com ação após fala machista de Abilio






















