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OPERAÇÃO RAGNATELA

Sete vereadores querem investigação contra Paulo Henrique

O pedido deve ser encaminhado para leitura em plenário. Caso o requerimento seja acolhido, Paulo Henrique poderá ter o mandato cassado. 

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Sete vereadores assinaram uma representação encaminhada ao presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), com pedido de abertura de uma investigação na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar contra o vereador Paulo Henrique (MDB), que foi listado entre os alvos da Operação Ragnatela, deflagrada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho (CV).

O documento é assinado pelas vereadoras Maysa Leão (Republicanos) e  Michelly Alencar (União Brasil), e pelos vereadores Sargento Joelson (PSB),  Demilson Nogueira (PP), Dilemário Alencar (União Brasil),  Luiz Fernando (União Brasil) e  Eduardo Magalhães (Republicanos).

“Os vereadores solicitam à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá que o grave caso que envolve o nome do vereador Paulo Henrique seja remetido à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, para os devidos encaminhamentos, devendo a apontada Comissão emitir parecer sobre o caso, observando o devido processo legal e o direito à ampla defesa e do contraditório ao parlamentar”, afirmam os parlamentares na representação.

O pedido deve ser encaminhado para leitura em plenário. Caso o requerimento seja acolhido, Paulo Henrique poderá ter o mandato cassado.

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Paulo Henrique (MDB) foi alvo de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para facções criminosas. Além disso, os parlamentares apontam, através de matérias veiculadas na imprensa, as suspeitas levantadas pela PF do suposto uso de laranjas por parte do vereador.

Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, na sexta-feira (07.06), o parlamentar alegou que foi relacionado no caso por ser amigo há 25 anos do produtor de eventos e ex-chefe de cerimonial da Câmara de Cuiabá, Rodrigo Leal. “Rodrigo Leal é produtor de eventos e é meu amigo há 25 anos. Mas saber o CPF da pessoa, o que ele faz, isso não vem a mim. Porque o Rodrigo foi alvo e a indicação do Rodrigo como cerimonial da Câmara foi minha. Eu poderia falar que não, mas foi porque é meu amigo”, esclareceu.

Leia também: Vereador garante inocência e alega relação de amizade com investigado

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