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ARTIGO

O bem-estar que nasce da natureza

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O Mês do Meio Ambiente é um convite para refletirmos sobre algo essencial e, muitas vezes, esquecido na correria cotidiana: a relação profunda entre natureza e qualidade de vida. Com o tema “Meu bem-estar na natureza”, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal realizou durante todo o mês de junho diversas atividades para aproximar a vida real das pessoas com todos os benefícios que a natureza pode nos proporcionar. A proposta foi lembrar que saúde e equilíbrio emocional dependem diretamente da conservação dos ambientes naturais.

Quando falamos de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) — e o Sesc Pantanal abriga a maior do Brasil — falamos também sobre a origem da vida e do bem-estar humano. A natureza está presente em tudo aquilo que sustenta nossa existência, seja no ar que respiramos, na água que consumimos, na regulação do clima, na produção de alimentos e nos processos ecológicos essenciais para a saúde coletiva. A saúde brota dali. E a felicidade também.

Durante muito tempo, temas como conservação e pesquisa científica pareceram distantes do cotidiano das pessoas. Mas talvez um dos maiores desafios do nosso tempo seja justamente aproximar essa pauta da sociedade. Porque a questão central não é apenas quantas espécies existem ou quantas áreas são conservadas. A verdadeira pergunta é o que isso representa para as pessoas? E a resposta é simples. Representa saúde, segurança, equilíbrio e futuro.

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Quando um rio permanece conservado, quando uma floresta existe, estamos cuidando também das pessoas. Estamos protegendo recursos hídricos, regulando o clima, garantindo qualidade ambiental e serviços ecossistêmicos fundamentais para a vida humana.

No Pantanal e no Cerrado, essa relação se torna ainda mais evidente. São biomas fundamentais para o equilíbrio dinâmico da natureza e para a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

No Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, essa visão se traduz diariamente em ações de conservação, pesquisa científica, educação ambiental, ecoturismo e experiências em contato com a natureza.

Em um tempo marcado pelo excesso de estímulos, pela hiperconectividade e pelo distanciamento das relações humanas, os ambientes naturais oferecem algo cada vez mais necessário, ou seja, a possibilidade de desacelerar.

Na natureza, respiramos melhor, fortalecemos vínculos, reduzimos tensões e reconstruímos conexões mais genuínas com as pessoas e com nós mesmos. Isso também é saúde. Isso também é qualidade de vida.

Hoje entendemos que saúde não significa apenas ausência de doença. Ela envolve equilíbrio físico, emocional, social, cultural e ambiental. Talvez este seja um dos maiores aprendizados dos últimos anos, de compreender que conservar a natureza não é apenas proteger outras espécies. É cuidar da nossa própria existência. Porque a nossa felicidade e a nossa capacidade de viver bem continuam nascendo dela.

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Cristina Cuiabália é bióloga, doutora em Ciência Ambiental e gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

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