O presidente municipal do MDB, Francisco Faiad admitiu nesta quinta-feira (30), que o partido pode mudar o apoio dado à candidatura ao Senado do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT). Sem definição de data para as eleições, a legenda terá que realizar nova convenção, o que, segundo Faiad, pode alterar o quadro geral.
O MDB declarou apoio a Pivetta em fevereiro, no entanto, indicou José Lacerda para a segunda suplência do senador Carlos Fávaro (PSD), que assumiu interinamente após a cassação do mandato de Selma Arruda (PODE). Como terceiro colocado na disputa de 2018, Fávaro pleiteia se sagrar vencedor com o argumento de que os votos da senadora foram anulados pela Justiça Eleitoral.
“O MDB fez a convenção e aprovou o nome do Pivetta. Agora, segundo o TSE, essas convenções terão que ser refeitas. Então, temos que voltar a discutir o assunto para realizar uma nova convenção. Eu acho que sim, houve uma mudança no quadro e isso será significativo para a definição dos novos rumos”, constatou o presidente do partido.
“Como vai ter nova convenção, a situação zera. Mas, a princípio, o MDB caminha com o Pivetta porque já tivemos uma convenção nessa linha, mas que novas convenções poderão mudar os candidatos, isso tudo pode acontecer. Se pode mudar? Pode”, disse Faiad ao PNBOnline.
Na avaliação do presidente do partido em Cuiabá, Fávaro entra na possível disputa pelo Senado com ampla vantagem em relação aos demais candidatos, já que deve disputar estando no cargo de senador. Ele ressaltou que o MDB tem “boa relação” com Fávaro e voltou a reforçar a estreita ligação entre as legendas. “Nossa relação com o Fávaro é muito boa, tanto é que um dos suplentes dele é do MDB (José Lacerda). Se ele ficasse no mandato por pouco tempo, é uma coisa. Agora, se estendendo esse tempo, é outra. Lógico que beneficia quem está no mandato”.
A eleição ao Senado estava programada para ocorrer em 26 de abril, contudo a pandemia do coronavírus obrigou os governos a adotarem o isolamento social como forma de combater a disseminação do vírus. Com isso, Fávaro assumiu o cargo no Senado e as novas eleições ainda não têm data marcada para ocorrer. A expectativa é que o pleito ocorra concomitantemente com as eleições municipais, em 4 de outubro.
“A eleição está marcada para outubro, agora se ela vai se realizar ou não… Há um pedido do Fávaro para que ele possa assumir essa vaga sob alguns fundamentos jurídicos, como por exemplo a nulidade dos votos da senadora cassada Selma Arruda. É como se ela não tivesse disputado a eleição. Então seria uma nova tese levada ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], com chances ou não de vitória. Não sei, mas pode gerar uma discussão. A verdade é que estamos vivendo uma era de total incertezas sobre tudo”, comentou Faiad.
Candidatos
Antes de o pleito ser suspenso, 12 candidatos haviam oficializado a candidatura à eleição suplementar ao Senado: o próprio Pivetta, Carlos Fávaro (PSD), Júlio Campos (DEM), Nilson Leitão (PSDB), Valdir Barranco (PT), Gisela Simona (PROS), Coronel Rúbia Fernanda (Patriota), José Medeiros (PODE), Elizeu Nascimento (DC), Procurador Mauro (PSOL), Feliciano Azuaga (NOVO) e Reinaldo Morais (PSC).





















