A máquina de propaganda é uma arma de guerra usada há muitos anos por muitos países em diferentes conflitos. Há vários exemplos ao longo da História. A matança do inimigo é sempre justificada por razões ideológicas, religiosas ou mesmo por emoções atávicas, ódios e ressentimentos entre os povos. O novo é a figura, o novo é o tipo de negócio criado: o influenciador digital, empresário que atua como parte da máquina da propaganda de guerra e transforma esta ação num negócio particular e muito lucrativo, vendendo anúncios de empresas privadas juntos aos conteúdos de guerra. A Rússia traz o exemplo desta modernidade da indústria da mentira com ganho de capital privado, o capitalismo digital movido a fake news. Influenciadores digitais russos fazem propaganda aberta a favor de Putin, da guerra e seduzem os jovens russos, um apelo persuasivo ao alistamento no Exército para combater na guerra contra a Ucrânia.

No Brasil, sem guerra mas com a indústria de fake news montada e liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, muitos influenciadores digitais apoiaram as ideias da extrema direita e ganharam dinheiro com isso, inclusive verbas do governo federal. Na Rússia, o exemplo de hoje, o diferencial é a indústria da fake news que mistura a propaganda de guerra com os anúncios de empresas privadas. Vendem a guerra e vendem produtos comerciais diversos, simultaneamente.
Veja a matéria da BBC Brasil desta segunda-feira (11/9) sobre o influenciador digital dos tempos de guerra. O capitalismo como ferramenta a favor do totalitarismo.
Guerra na Ucrânia: os influenciadores pró-Putin que lucram com o conflito
Influenciadores russos nas redes sociais estão tendo grandes receitas publicitárias com suas postagens a favor do governo de Putin e a favor da guerra na Ucrânia.
Ao lado de vídeos violentos e gráficos de ataques de drones e falsas alegações sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, eles compartilham anúncios de tudo, desde criptomoedas até moda.
Conhecidos na Rússia como “Z-bloggers” (ou blogueiros Z) devido ao seu apoio a uma guerra muitas vezes simbolizada pela letra Z, eles frequentemente são autorizados a acompanhar o exército russo e publicam imagens da linha da frente, incentivando os jovens russos a se alistar.
Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, os influenciadores russos pró-guerra ganharam milhões de seguidores no Telegram, a plataforma de comunicação à qual muitos russos recorreram depois que o presidente Vladimir Putin baniu o Instagram, o Facebook e o Twitter.
Em um vídeo (clique aqui), a Equipe Global de Desinformação da BBC revela como eles atuam e ganham dinheiro apoiando Putin na guerra.






















